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Quando a História e a Arqueologia caminham lado a lado

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Arquivo pessoal

Egresso dos cursos de Mestrado e Doutorado em História da UPF, Fabricio J. Nazzari Vicroski relata a importância da formação na Instituição para a sua carreira

O ingresso em cursos de mestrado e doutorado possibilita ao estudante a continuidade da capacitação acadêmica e profissional de forma mais profunda. Isso aconteceu com o historiador e arqueólogo Fabricio J. Nazzari Vicroski, que realizou o Mestrado e o Doutorado no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH/UPF) e vivenciou – por meio das atividades e pesquisas desenvolvidas – diversas experiências que contribuíram com a sua formação.

No Mestrado, concluído em 2011, Vicroski fez sua dissertação a partir da História Pré-Colonial da região da bacia do Alto Jacuí. “O Rio Grande do Sul é habitado há cerca de 12 mil anos. A região em questão está diretamente articulada com esse contexto de povoamento. Na dissertação, a pesquisa esteve voltada a evidenciar as relações de contato entre as diferentes populações que aqui viveram muito antes da chegada dos colonizadores”, comenta.

Segundo ele, no Doutorado, finalizado em 2018, o estudo novamente foi pautado pela aproximação entre História e Arqueologia, contemplando, assim, documentos históricos e vestígios arqueológicos. “Trabalhei com a temática das reduções jesuíticas, mais especificamente com a redução de Santa Teresa del Curiti, fundada na bacia do Alto Jacuí (Planalto Médio), em 1632. Tratava-se de um povoado próspero e de localização estratégica. Sua população superou 4 mil pessoas. Seduzidos pelo lucrativo comércio escravagista, os bandeirantes paulistas lançaram-se sobre as missões. Em 1637, a redução de Santa Teresa foi invadida. Os indígenas foram capturados e remetidos a São Paulo, onde foram comercializados como escravos. Plenamente cientes da localização estratégica da redução, os bandeirantes estabeleceram ali um posto de aprovisionamento. Durante mais de três décadas, o local serviu como base de apoio para a penetração luso-brasileira em direção ao interior do território sul-rio-grandense, auxiliando na tomada dos demais povoados missioneiros e também em campanhas militares”, conta.

Fabricio realizou várias atividades durante as pesquisas

Realizações no PPGH
Conforme o profissional, junto ao Programa de Pós-Graduação em História da UPF, ao qual os cursos de Mestrado e Doutorado são vinculados, ele obteve a titulação de arqueólogo. “Diferentemente de países europeus e/ou da América do Norte, a Arqueologia no Brasil ainda é uma área pouco conhecida pela população em geral, apesar de possuirmos uma riquíssima história pré-colonial. Até o ano de 2018, a profissão de arqueólogo não era regulamentada, portanto, havia a possibilidade de buscar uma formação alternativa, visto que a criação de cursos de graduação ainda faz parte de um contexto recente. Logo, era necessário buscar uma capacitação em áreas correlatas, como a História, a Antropologia e a Biologia Humana. A partir daí, buscava-se complementar a formação em cursos de pós-graduação que permitissem o desenvolvimento de uma abordagem mais diretamente relacionada com o conhecimento arqueológico. Eu encontrei essa oportunidade no PPGH/UPF, aliando, portanto, os conhecimentos históricos e arqueológicos. Quando a profissão de arqueólogo foi finalmente regulamentada – por meio da Lei nº 13.653, de 18 de abril de 2018 –, eu tinha as competências necessárias ao reconhecimento profissional. Portanto, a formação junto ao PPGH me possibilitou uma dupla titulação profissional, permitindo minha atuação como arqueólogo e historiador”, destaca Vicroski.

Além dessa importante conquista, no PPGH, ele pôde viver vários momentos que, de certo modo, o enriqueceram como historiador e arqueólogo. “Durante o doutorado, o PPGH me possibilitou a realização de um estágio de pesquisa junto ao Instituto de Arqueologia da Universidade de Wrocław, na Polônia. Foi uma experiência marcante, que permitiu o diálogo e o intercâmbio de informações com uma rede internacional de pesquisadores. Também tive a oportunidade de atuar como docente junto ao curso de Especialização em Cultura Material e Arqueologia”, menciona Vicroski, que, ao longo de sua atuação no Programa, trabalhou diretamente na criação do Núcleo de Pré-História e Arqueologia, um laboratório que realiza ações de ensino, pesquisa e extensão, além de prestar serviços de assessoria e consultoria na área arqueológica.

Atualmente, Fabricio J. Nazzari Vicroski dedica-se ao pós-doutorado na Instituição.

Cursos com inscrições abertas
Assim como o PPGH, a UPF dispõe de outros cursos de Mestrado e Doutorado que permitem que o estudante se capacite ainda mais. Interessados podem se inscrever para os Programas de Pós-Graduação em História (Mestrado); em Agronomia (Mestrado e Doutorado); em Envelhecimento Humano (Mestrado); em Letras (Mestrado e Doutorado); em Odontologia (Mestrado e Doutorado); em Engenharia Civil e Ambiental (Mestrado e Doutorado); em Administração (Mestrado); em Ciência e Tecnologia de Alimentos (Mestrado); em Ciências Ambientais (Mestrado); em Direito (Mestrado); em Computação Aplicada (Mestrado Profissional); em Ensino de Ciências e Matemática (Mestrado Profissional); e em Projeto e Processos de Fabricação (Mestrado Profissional).

As inscrições devem ser feitas em www.upf.br/ensino. Mais informações sobre os cursos ofertados podem ser obtidas no mesmo endereço eletrônico.