Notícias UPF

Projeto Pró-Arte promove ensaio aberto para famílias de alunos

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Jéssica França

Encerramento do semestre contou com momentos de integração entre estudantes e familiares

O Projeto de Extensão Pró-Arte promoveu, na última sexta-feira, 12 de julho, uma atividade especial para as famílias de estudantes que integram a iniciativa. Os pais puderam acompanhar um ensaio aberto, que marcou o encerramento das atividades deste semestre. O projeto é vinculado à Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade de Passo Fundo (VREAC/UPF). O evento ocorreu no Campus III UPF. 

De acordo com as professoras Maria do Carmo Pereira e Lídia Candeia, o projeto atende a crianças da rede pública de ensino, em especial, da Escola Estadual Adelino Pereira Simões, devido a uma parceria da Escola com a UPF por ela ter uma sala de música. “A maioria dos alunos são da Escola Adelino Simões Ramos, devido a uma parceria que a gente tem, mas atendemos a alunos de diversas outras escolas públicas. Queremos mostrar para os pais um pouco do que fazemos nas aulas, pois trabalhamos desde o aquecimento corporal e a coordenação, e, depois fazemos um trabalho de sonoridade, trabalhamos as escalas – o que é muito importante para afinação – e depois apresentamos uma parte do repertório que já estamos tocando. Além disso, eles também têm aula de teoria com monitores do curso de Música, que trabalham desde a parte da pauta musical até a afinação e a entonação das notas”, explicou a professora Maria do Carmo.

Participam do projeto crianças e adolescentes dos 8 aos 17 anos. A professora Lídia destaca o trabalho de inclusão social desenvolvido pelo projeto. “Temos alunos com autismo, com dificuldades de aprendizagem e que já participam da inclusão da própria escola e estão engajados no projeto. Eles não trabalham o Método Suzuki, mas recebem um pouco de filosofia Suzuki, contribuindo para a formação que é para vida dessas pessoas”, destacou. 

Música tem ajudado na integração dos alunos
De acordo com o diretor da Escola Adelino Pereira Simões, professor Luciano Pimentel da Silva, esse é o terceiro ano de parceria com a UPF. “Vemos que os alunos frequentam mais tempo a escola, se identificam muito mais com ela. E as famílias têm se mostrado muito agradecidas, pois, em alguns casos, a atividade ocupa mais tempo dos alunos, que, do contrário, estariam sozinhos em casa. Então, temos visto que isso funciona muito para aproximar mais a escola e a comunidade”, pontuou.

A mãe do estudante Artur de Oliveira Soares, de 11 anos, destaca que o filho ingressou neste ano no projeto. “Sou apaixonada por violino e ele também se apaixonou quando as professoras entraram na sala de aula para divulgar as aulas de música. Gostaria de ter colocado ele antes, porque acho que a música ajuda ele a dar uma relaxada e a se concentrar melhor. O Artur tem o hábito de fazer muitas coisas ao mesmo tempo e a música trouxe isso para ele de se focar melhor. Então, acho que está evoluindo muito nesse pouco tempo que está fazendo”, disse a professora da Escola Adelino Pereira Simões e mãe do integrante do projeto, Joceli Salete de Oliveira. 

A música contribui para a evolução de diferentes aspectos dos alunos, desde a apreciação musical até mesmo o desempenho em sala de aula. “Não é só a questão da música, na escola, as notas dessas crianças melhoram, os pais contam que desde que começaram a fazer violino com a gente, elas estão mais focadas, melhorou a atenção, a disciplina. A gente trabalha com o todo, as crianças sabem que há a hora de estudar, a de conversar e a de tocar. Esses valores a gente também aprende com a música”, comentou Maria do Carmo. 

Muitos alunos, ao terem contato com os instrumentos musicais, despertam a atenção para música e acabam decidindo continuar os estudos nessa área. “Vai fazer três anos que participo do projeto. Entrei em 2016 com 14 anos e, neste ano, faço 18 anos. Eu fazia bastante atividades e fazia terapia também e a minha dinda achou que a música seria uma forma de terapia para mim. Ela me colocou e estou até hoje, e pretendo fazer faculdade de música”, contou a estudante da Escola Estadual Prestes Guimarães, Laura Benites da Silva, de 17 anos. 

Após o ensaio aberto, estudantes, familiares e professores participaram de um momento de integração e confraternização.