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O caso Bernardo sob o olhar da psicologia

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Natália Fávero

Assunto foi abordado em painel realizado na segunda-feira, 17 de junho, na UPF

O curso de Psicologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Passo Fundo (IFCH/UPF) promoveu painel integrado com o tema “Caso Bernardo: recorte do júri popular sob olhares da psicologia”. A atividade foi realizada no dia 17 de junho, no auditório da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (Feac), Campus I.

A mesa de debate contou com a presença dos professores Dra. Rosani Sgari (Psicologia Social e do Trabalho), Me. Beatriz Helena Bragagnolo (Psicologia Jurídica, Direito da Família), Me. Carolina V. Azambuja (Psicologia Cognitivo-Comportamental), Dra. Silvana T. Baumkarten (Psicologia Sistêmica) e Me. Christiane A. de Miranda (Psicologia de Orientação Psicanalítica). 

Bernardo Boldrini foi morto aos 11 anos, por conta de uma superdosagem de medicação e teve o corpo enterrado em uma cova no interior de Frederico Westphalen, em 2014. O pai, a madrasta e outros dois réus foram condenados pela morte de Bernardo após julgamento popular, ocorrido em março deste ano.

Vídeos do julgamento foram apresentados durante o painel e os convidados apresentaram o seu olhar sobre o caso. A advogada Beatriz Helena Bragagnolo, que atua na área do Direito da Família, ressaltou que essa área do direito está absolutamente interligada à área da psicologia nas mais diversas abordagens. “Neste painel, com vários profissionais convidados, falamos sobre a nossa leitura, o nosso olhar e a nossa forma de trabalhar em relação a aspectos do caso Bernardo. O que poderia ter sido feito e o que podemos fazer pelos outros Bernardos que possam surgir? Que rede é possível montar para que a situação não chegue ao ponto deste caso tão triste que aconteceu. A ideia primordial é vigiar e proteger”, destacou Beatriz.

O caso Bernardo tornou-se fonte de estudos. “Organizamos este evento no sentido de integrar várias áreas da psicologia e outros profissionais no sentido de olhar este caso sob várias facetas. É um caso triste e serve como fonte de estudo dentro do sofrimento psíquico, de uma infância de um menino rejeitado na questão social, familiar, escolar e em vários segmentos de convivência. Podemos aproveitar o que aconteceu no sentido de prevenção e fixação dos conteúdos que são ensinados no nosso curso”, observou a organizadora do evento, professora do curso de Psicologia, Dra. Maria Aparecida Tagliari Estacia.