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Escola de Hackers já atendeu a mais de mil estudantes

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação PMPF

A ideia para os próximos anos é ampliar o número de participantes para abranger todos os estudantes das escolas municipais

Cerca de 135 estudantes de nove escolas municipais concluíram o projeto Escola de Hackers 2019. A formatura dos participantes desta edição ocorreu no dia 13 de dezembro, no auditório do Instituto de Ciências Exatas e Geociências (Iceg), no Campus I da UPF. Nestes cinco anos de existência, o projeto já formou 1.110 estudantes de Passo Fundo. A Escola de Hackers é uma iniciativa desenvolvida pela UPF em parceria com a Prefeitura de Passo Fundo. 

A iniciativa é inédita no Brasil e contempla o ensino de programação de computadores e robótica para estudantes do ensino fundamental do município. “Ao programar computadores, desenvolvemos o pensamento computacional, que é uma competência cognitiva. Dados internacionais confirmam que alunos que programam computadores têm rendimento superior aos que não programam”, destaca o coordenador da Escola de Hackers, professor da UPF Dr. Adriano Canabarro Teixeira.

A iniciativa vai ao encontro de uma tendência mundial. “A Escola de Hackers trabalha com uma das habilidades apontadas como fundamentais no profissional do século XXI que é a programação de computadores. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts definiu, em 2018, que ninguém mais se forma em um curso superior sem saber programação de computadores. Confirmando a realidade de que qualquer profissional precisa saber programar computadores, Passo Fundo já faz isso há cinco anos na educação básica, antecipando-se a essa nova tendência”, assegura Teixeira, afirmando que Passo Fundo tem o projeto de ensino e programação mais completo do país, que já conquistou prêmios nacionais e estadual.

Além da extensão, o projeto também está associado à pesquisa, especialmente ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) e ao Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM) da UPF. Pesquisas recentes feitas pelo mestrado em Educação comprovam a melhoria no desempenho escolar dos participantes da Escola de Hackers. “Os dados coletados, por meio das análises das notas dos estudantes, comprovam que, em 2018, por exemplo, 100% dos alunos que participaram até o final do projeto tiveram melhoria no desempenho escolar”, revela o professor da UPF.

Novidades para 2020
Na próxima edição, o projeto prevê a participação de 26 escolas, bem como turmas independentes na Estação Cultural da Gare e na Biblioteca Municipal, com aproximadamente 315 participantes. Além disso, deverá ocorrer uma olimpíada municipal de programação de computadores e a Fabriqueta de softwares, na qual os participantes da Escola de Hackers criarão softwares educativos para as suas escolas. O professor da UPF comenta que a ideia para os próximos anos é ampliar o número de participantes. “Trabalhamos para que a Escola de Hackers seja uma atividade permanente e que atenda, futuramente, a todas as escolas municipais”, destaca Teixeira.

Sobre a Escola de Hackers
O projeto de extensão Escola de Hackers integra o programa de extensão da UPF “Mutirão pela inclusão digital: Transferindo tecnologias e metodologias de inclusão e cultura digital para a sociedade” e tem por objetivo oportunizar espaço para desenvolvimento de raciocínios, principalmente o raciocínio lógico, por meio da programação de computadores para estudantes do ensino fundamental.