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Dia dos Avós: sabedoria e paciência para enfrentar o distanciamento social

  • Por: Assessoria de Imprensa

Com a drástica mudança de rotina, o principal grupo de risco da Covid-19, busca se adaptar a tecnologia e ao amor à distância

A pandemia afetou diretamente a convivência, o trabalho e a rotina, mas para o principal grupo de risco do Coronavírus, o isolamento social passou a ser a forma mais segura de seguir. Domingo (26), é celebrado o Dia dos Avós, e, apesar da saudade, a orientação, para saúde e bem de todos, ainda é a distância. Em 2020, ela será a melhor demonstração de carinho.

A tecnologia é grande aliada neste momento de quarentena para que o isolamento social não seja sinônimo de solidão. Apesar de fazer parte da rotina dos mais novos, os aparelhos eletrônicos são um desafio para quem é de outras gerações. Segundo o Coordenador do Centro de Referência e Atenção ao Idoso da Universidade de Passo Fundo (Creati/UPF), Diego Piva, as idosas do grupo estão se adaptando à rotina remota. “O Creati está oferecendo em torno de 10 atividades remotas pelo Facebook. Muitas mantiveram suas matrículas e estão praticando as atividades de suas residências, se exercitando, praticando exercícios cognitivos e de monitoramento. A aceitação foi ótima e essencial para manter a qualidade de vida durante a quarentena”, destaca.

Em média, o Creati/UPF atende 500 idosos dos municípios da região, a maioria, são avós. O Creati, em homenagem as alunas que comemoram o dia 26 de julho, irá realizar de forma online, uma celebração via Facebook, às 18h. Na segunda (27), o Centro realiza um bate-papo, às 15h, sobre o Dia do Amigo e Dia dos Avós com participação das alunas de Carazinho, Lagoa Vermelha e Passo Fundo.

Amor à distância

José Evaldo da Silva, aos 74 anos, tem muito o que comemorar. Pai de três filhos e avô de quatro, tem aprendido a lidar com o distanciamento social todos os dias. “Minha netinha mais nova me liga todos os dias, nos vemos pela tela do celular e matamos um pouco da saudade. Claro que não é o que queríamos, mas neste momento é importante”, ressalta o carazinhense, que perdeu a esposa há 6 anos.

Muito ativo e frequentador das famosas domingueiras, José tem sentido falta da rotina que antes lhe tomava muito tempo. “Sempre fui muito ativo, trabalhei até alguns anos atrás. Em fevereiro fui na última domingueira, se soubesse que era a última tinha dançado mais”, brinca. 

No domingo, ele pretende ligar para os filhos e netos e agradecer. “Nós que temos mais idade sabemos como a vida é frágil, ficar longe mostra como sentimos saudade de tudo e como devemos agradecer pela vida. Vou comemorar o Dia dos Avós agradecendo a Deus pela minha família e a eles por seguirem comigo”, completa.