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“As experiências mais bonitas são aquelas que nascem das perguntas locais”

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes

Em Lagoa Vermelha, Reitoria da UPF promoveu mais um encontro para conversar e ouvir demandas da comunidade local

O que Lagoa Vermelha espera da Universidade de Passo Fundo (UPF)? Foi com esse questionamento que a Reitoria da Instituição esteve no município na tarde dessa quarta-feira, dia 18 de setembro. A visita faz parte de um movimento que busca aproximar a Universidade das comunidades onde atua por meio de uma série de visitas aos municípios que abrigam seus campi. O encontro dessa quarta, realizado na sede da OAB, contou com a presença de prefeitos dos municípios de Lagoa Vermelha, Caseiros, Capão Bonito do Sul e Tupanci, além de secretários, vereadores, lideranças da comunidade e representantes de classe.

A UPF esteve representada pela reitora, professora Dra. Bernadete Maria Dalmolin; pelo vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Dr. Antônio Thomé; pelo vice-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, professor Dr. Rogerio da Silva; e pelo diretor da UPF Lagoa Vermelha, Adriano Lourensi. Natural do município, o presidente da Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF), professor Me. Luis Fernando Pereira Neto, também acompanhou esse momento em que a Instituição se abre para ouvir e acolher sugestões, demandas e necessidades da comunidade.  

Criar outras possibilidades 
Em sua fala, a reitora convidou os presentes a pensarem no sentido que a UPF Lagoa Vermelha tem para a comunidade. “Lá em 1990 nós nos instalamos aqui com um sentido, com uma razão, e trabalhamos muito ao longo desse tempo. E hoje, é importante nós perguntarmos a vocês: qual o sentido da UPF 29 anos depois? É com esse espírito que a gente vem trabalhando a gestão da Universidade. Nós precisamos nos reposicionar diante desse cenário”, pontuou Bernadete, ressaltando que a Universidade é da comunidade. “As experiências mais bonitas são aquelas que nascem das perguntas locais, que nascem no nosso dia a dia de trabalho. Então, é fundamental que nós possamos criar outras possibilidades, outras alternativas, outras frentes de trabalho”, completou. 

O presidente da FUPF ressaltou que a UPF se encontra em um outro momento da sua história. “Um momento em que a Universidade parte para um voo ao futuro, o que é absolutamente certo. Nós queremos muito avançar e precisamos das sugestões da comunidade, dos olhares externos. O grande desafio é, sem dúvida, para nós todos, continuar trabalhando com a ajuda dessa organização local. Só assim é que a UPF continuará formando cidadãos para transformar os territórios da nossa região”, disse Luis Fernando.

Já o prefeito do município, Gustavo Bonotto, parabenizou a iniciativa da Reitoria de abrir espaço para ouvir a comunidade, frisando que isso enobrece ainda mais a história da Instituição. “Recebê-los para discutir caminhos e oportunidades nos dá a certeza de por que esta instituição transcende décadas, sustentando cada vez mais qualidade”, observou. 

UPF Lagoa Vermelha
Criada em 1990, a UPF Lagoa Vermelha conta, hoje, com mais de 300 estudantes nos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito e Pedagogia. O Campus também abriga cursos de pós-graduação, além de diversos projetos de extensão, como o Creati, que atende a mais de 100 participantes. Na opinião do diretor do Campus, Adriano Lourensi, a tarde dessa quarta-feira foi um dia muito especial para a UPF Lagoa Vermelha, para a comunidade lagoense e de toda a região. “Nesses anos, notamos cada vez mais a importância de um processo de ensino-aprendizagem desenvolvido em ambientes de interação social, de contato dos estudantes com situações vividas no seu dia a dia. A UPF precisa estar na vanguarda e a vanguarda começa por essa interação. Conhecer as demandas da comunidade e desenvolver um processo de troca salutar para os dois lados. O acadêmico sai com o conhecimento teórico, técnico e prático, e a comunidade recebe de volta um serviço, uma interação, uma comunicação”, pontuou.  

Bate-papo UPF
Além da agenda com as lideranças, a Reitoria também aproveitou a visita para conversar com os funcionários e acadêmicos da UPF Lagoa Vermelha. No bate-papo UPF, que neste semestre também vem ocorrendo na estrutura multicampi, os acadêmicos puderam compartilhar os desafios que enfrentam e as sugestões do que consideram essencial para a Universidade. De acordo com a reitora, o bate-papo é um momento rico em que os gestores buscam entender as necessidades de cada lugar. “A UPF está aqui para isso. Para qualificar a vida de quem passa pela Universidade, e faremos de tudo para que essa relação e esse cuidado se mantenham”, observou. 

Com a presença da acadêmica do curso de Serviço Social e funcionária da Instituição Silvana Ribeiro e da assessora da Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (VREAC) Lísia Rodigheri Godinho, o encontro também faz parte de um diagnóstico que a UPF vem fazendo ao longo do semestre e que vai ajudar a construir a Política de Atenção ao Estudante. Para o presidente do Diretório Acadêmico da UPF Lagoa Vermelha, Lucas de Aguiar Varisa, é algo que faz com que os estudantes se sintam valorizados. “A UPF, para nós, é como uma segunda casa, é uma família. E é muito interessante quando os pais ouvem os filhos. Nós, como estudantes, nos sentimos muito mais valorizados dentro do Campus, como pessoas que vão contribuir de alguma forma para o mundo. Quando a Reitoria vem aqui e nos questiona o que há de bom e o que há de ruim, e a gente consegue expor isso, a gente se sente mais em casa”, declarou.