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Profissões do futuro: o conhecimento em déficit

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Pexels

A falta de elaboração de novos conceitos dentro da área educacional dá espaço para informações superficiais

O segundo episódio da série “Profissões do futuro” discute o cenário do educador na sociedade. O papel do profissional da educação está em constante evolução e acompanha as mudanças no estilo de vida das pessoas e a inserção da tecnologia na sociedade. 

A doutora em Educação e professora da Universidade de Passo Fundo, Adriana Dickel, traz à tona a relação de consumo exagerado das “informações voláteis” e a falta de produção de novos conhecimentos dentro do campo educacional. “Nós trabalhamos com muitas informações diariamente e não necessariamente com conhecimento, ou seja, pouco elaboramos em termos de conceitos, relações e princípios que irão alicerçar a produção de novos conhecimento”. Para exercitar o hábito da compreensão e discernimento, é necessário, segundo a professora, “um profissional da educação que esteja em condições de ajudar as pessoas a elaborarem conhecimento, a partir desse conjunto de informações que elas recebem diariamente”.

A mudança para criar métodos que aprofundem a maneira como é construído o modo de ensino passa pela formação dos professores. “Nós não podemos mais trabalhar com a formação de professores que simplesmente sejam difusores de informações. Nós precisamos trabalhar com a formação de professores que sejam capazes de, com o conjunto de informações, processar conhecimento”, explica a professora, que também destaca o aprofundamento de conteúdos para o desenvolvimento humano e profissional.

Entre as ferramentas utilizadas para gerar maior entendimento sobre diversas questões em que o educador está envolvido, Adriana cita a leitura e a coletividade dos profissionais para desenvolver um pensamento complexo. “O professor que pensa que pode agir sozinho, ele está fadado ao fracasso, porque o trabalho dele é muito efêmero e precisa ser continuado para que realmente produza efeito e isso não tem outra forma a não ser trabalhar em equipe interdisciplinares e multidisciplinares”. E o recado deixado pela professora para os alunos do final do curso, é “levar a formação continuada a sério”, pois o mercado de trabalho exige profissionais “altamente competentes”.

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