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O protagonismo que começa pelo professor

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes

Primeiro encontro do semestre dos agentes de leitura das Jornadas Literárias foi realizado nesta quarta-feira, 11, na UPF

Formar professores para formar leitores. Esse é o principal objetivo do curso "A leitura multiplicada: a formação do agente de leitura”. Promovido pelas Jornadas Literárias da Universidade de Passo Fundo (UPF), o curso teve seu primeiro encontro na tarde desta quarta-feira, dia 11 de setembro, no auditório da Biblioteca Central. Ao todo, cerca de 150 professores de Passo Fundo e região participam desta que é a terceira edição da formação que os prepara para serem multiplicadores de leitura nas escolas onde atuam.

O curso é uma das atividades da pré-Jornadinha, ação que antecede a 9ª Jornadinha Nacional de Literatura – marcada para o próximo ano – e que oportuniza que os estudantes leiam e discutam, com a mediação dos professores, as obras dos autores convidados. Os trabalhos produzidos durante esse período são expostos nas Estações de Leitura, que ocorrem nas escolas.

Para uma das coordenadoras das Jornadas, professora Dra. Fabiane Verardi, o trabalho dos agentes de leitura é essencial na pré-Jornada, na pré-Jornadinha, e, principalmente, na Jornada. “É essencial essa parceria que a gente estabeleceu com os agentes de leitura porque são eles que fazem esse caminho, essa ponte, entre nós e as crianças. Nós já tivemos a experiência da última edição que deu muito certo”, lembrou. De acordo com ela, o protagonismo das crianças, que é o que se deseja com a Jornadinha, passa pela ação e pelo envolvimento do professor. “Se nós temos essa nossa movimentação que a gente diz que é uma ação permanente de formação de leitores, isso acontece porque os agentes de leitura estão sendo nossos parceiros de sempre”, completou. 

O também coordenador das Jornadas Literárias, professor Dr. Miguel Rettenmaier,  acredita que o trabalho dos agentes de leitura é o que garante a continuidade do processo de formação de leitores. “A Jornada não é uma movimentação literária que se restringe a uma plateia e a um escritor falando. Nosso interesse é, claro, de que as pessoas tenham acesso à oportunidade de encontrar os autores, mas é fundamental que as pessoas tenham lido as obras, conheçam as obras. Isso quer dizer que nosso movimento de Jornada é ininterrupto e está acontecendo. É um trabalho que está tendo continuidade. E os professores são nossos maiores aliados nisso”, pontuou. 

Trabalho efetivo
Além de Passo Fundo, a formação também ocorreu nos municípios de Marau, Carazinho, Cruz Alta e Erechim. Presente no encontro desta tarde, a coordenadora pedagógica da Secretaria de Educação de Marau, Franciele Grando, falou da importância da parceria que o município vem desenvolvendo com a Universidade e com as Jornadas Literárias há algum tempo. “Isso nos deixa muito felizes porque percebemos nas escolas o envolvimento dos professores. Todos eles abraçam a causa e trabalham efetivamente as obras. Os estudantes esperam os encontros, as Estações de Leitura. Esperam ansiosos pela vinda dos autores e pela Jornada em si”, disse. 

Segundo Franciele, mais de 30% dos cerca de 500 professores municipais estão envolvidos com as atividades das Jornadas. “Nós acreditamos que a qualificação é o grande passo para que ocorra todo o andamento dos trabalhos nas escolas. Nós, como Secretaria de Educação, sempre estamos apoiando a participação de todos os interessados e incentivando que cada vez mais aumente o número de pessoas envolvidas em todos os processos de formação continuada”, afirmou. 

“A leitura tem que ser vivenciada”
Durante esse primeiro encontro, os coordenadores apresentaram o Caderno de Atividades, que já está disponível para os professores e reúne estratégias de formação de leitor, além de questões sobre literatura digital que serão trabalhadas futuramente no aplicativo das Jornadas, o JornadApp. “Nossa ideia é também instrumentalizar os agentes de leitura para essas questões que nós trazemos”, explicou Fabiane. Também foram apresentados alguns dos autores escolhidos para esta edição da Jornadinha. 

Para Fabiane, o principal desafio é fazer com que professores e estudantes vivenciem a literatura. “A leitura tem que ser vivenciada. A leitura literária está cada vez mais fora da sala de aula. E, ao mesmo tempo em que nunca se teve tanto livro à disposição, nunca as crianças leram tanto. Mas, por que eles não gostam dos livros da escola? Quando pensamos nos livros da Jornadinha, pensamos em obras atuais, com temáticas que interessem a eles e que não sejam cobradas, mas que sejam algo que eles gostem e sintam prazer em ler”, ressaltou.