Notícias UPF

Docentes da UPF visitam centros de pesquisa na Alemanha e na França

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

Os professores Carolina Deuner e Carlos Forcelini, do curso de Agronomia e do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Universidade de Passo Fundo (PPGAgro/UPF), foram convidados pela empresa Bayer para conhecer seus dois principais centros de pesquisa, sendo um localizado na Alemanha (Monhein) e outro na França (Lyon). As visitas ocorreram de 14 a 18 de maio e contaram com a presença de 20 pesquisadores da área de doenças de plantas de todo o Brasil.

O objetivo das visitas foi o de compartilhar os trabalhos desenvolvidos pela empresa Bayer com uma das principais doenças na cultura da soja, a ferrugem-asiática. Por isso, informações sobre resistência de Phakopsora pachyrhizi (ferrugem-asiática) a fungicidas, formulações de fungicidas, ferramentas moleculares aplicadas a doenças de plantas e processo de desenvolvimento dos fungicidas foram abordadas. “Tivemos palestras com os mais renomados pesquisadores do mundo em doenças de plantas, incluindo engenheiros agrônomos, químicos e geneticistas. Por outro lado, os estrangeiros quiseram ouvir dos pesquisadores brasileiros quais eram as estratégias que poderiam ser utilizadas para o controle mais eficiente dessa doença, uma vez que os maiores especialistas do mundo no assunto são os brasileiros”, enfatiza Carolina.

Apesar da ferrugem-asiática ser uma doença relativamente nova no Brasil (foi relatada em 2001), os brasileiros são os que mais conhecem o comportamento da doença, devido às epidemias frequentes nas lavouras de soja. “Na região norte do Rio Grande do Sul, houve epidemia da doença nas últimas quatro safras com danos importantes na cultura. Por esse motivo, tivemos algumas dinâmicas de grupo, onde expusemos a grande dificuldade em manejar a ferrugem-asiática, devido à redução de eficiência dos fungicidas utilizados pelos produtos, tentando assim ajudar a empresa a ter um direcionamento assertivo na seleção de ferramentas eficientes para o controle dessa doença”, explica a professora.

Ainda de acordo com ela, essa oportunidade foi de grande importância, uma vez que é possível ter acesso a informações atuais conduzidos por centros de pesquisas idôneos e de ponta que influenciam, no Brasil, a forma como os produtores utilizam os fungicidas em soja visando o controle de doenças. “Também é possível trazer informações novas para os alunos de graduação e de pós-graduação, já que vários materiais didáticos foram disponibilizados”, finaliza Carolina.