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Dias de Campo para aproximar academia e mercado

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

Aproximar a comunidade da academia, estreitar relações com o mercado e possibilitar a transmissão do conhecimento. Estes foram alguns dos objetivos das atividades desenvolvidas entre os dias 10 e 13 de março, nos campos experimentais da Universidade de Passo Fundo (UPF). A ação, realizada em parceria entre o Centro de Pesquisa Agropecuária (Cepagro), Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAMV) e as empresas Valtra, Stara, Razera e Diplan, também contou com uma exposição de máquinas e novas tecnologias, promovida junto ao Centro de Eventos. A atividade movimentou estudantes, pesquisadores, produtores e empresários. 

De acordo com o diretor da FAMV, professor Dr. Eraldo Zanella, o contato com as empresas não é de hoje, mas a ideia surgiu a partir da necessidade de se oferecer um espaço de troca, onde empresários e produtores tivessem a oportunidade de ter contato com a teoria, bem como, os estudantes, pudessem vivenciar a prática do mercado. “Nossa intenção foi colocar em prática a extensão, em conjunto com as empresas. Apresentar para os estudantes e produtores, em especial os que atuam no plantio da soja, as tecnologias novas disponíveis. Promovendo também uma interação dos acadêmicos com a comunidade, não somente o produtor, mas os técnicos de campo que vem e que acabam trazendo suas experiências e vivências. Nosso maior ganho com toda essa movimentação foi poder mostrar para a sociedade o que temos e o que fazemos nas áreas de agricultura e pecuária”, ressaltou.

Zanella destaca que, para esta primeira edição, não houve envolvimento do corpo docente nas pesquisas, mas que no futuro, o objetivo é trazer para dentro da UPF as tecnologias e qualificar ainda mais a formação dos acadêmicos. “Outra questão que surge a partir dessas parcerias é a inovação. Já temos a Stara, uma empresa que está entre as incubadas do UPF Parque, e estamos estimulando outras empresas como a Razera e Diplan para que montem uma startup no Parque, visando desenvolver tecnologias para a região, trazendo ideias novas. Temos equipamentos de ponta e o que de melhor existe no mercado nas empresas, dentro da nossa estrutura, numa parceria que permite que nossos estudantes possam acessar esses equipamentos para fins acadêmicos e de pesquisa, utilizando o conhecimento dos professores, a curiosidade dos acadêmicos e a experiência das empresas para melhorar nossa pesquisa, ensino e extensão”, pontuou.

Coordenador do Cepagro e responsável pelos dias de campo, o professor Dr. Fernando Pilotto destacou que a movimentação foi de mais de 300 pessoas por dia. Para ele, a ação obteve pleno sucesso e o retorno foi bastante positivo. “Nosso foco foi de difundir conhecimento, com objetivo principal de proporcionar ao produtor rural o conhecimento que vai gerar resultados e a melhoria no rendimento da lavoura, tendo mais assertividade na escolha dos defensivos e cultivares que serão utilizados na propriedade”, disse.

Para ele, o encontro acertou em incentivar a interação entre professores, acadêmicos, produtores e empresas. “A dinâmica escolhida, que colocou os professores para transmitirem seus conhecimentos, deixando um pouco de lado a questão mercadológica, fez com que os produtores se sentissem à vontade para questionar e buscar mais informações teóricas. Foi uma primeira experiência que já deu certo. Nossa ideia é fazer deste um grande projeto, tornando a ideia mais produtiva para todos. Queremos que o Cepagro seja um modelo de difusão de conhecimento e tecnologia, contribuindo para o crescimento da Universidade e da região”, explicou.

Conhecimento e a prática diária
Ao todo, mais de 30 empresas participaram dos dias de campo, aproveitando o evento para expor equipamentos e tecnologias em uma feira realizada no Centro de Eventos da UPF. 

Para Marlon Pertuzatti, representante da Razera Agrícola, a aproximação das empresas com a Universidade é fundamental para o fortalecimento do agronegócio local e regional. Em sua opinião, as ações realizadas em parceria precisam ser cada vez mais colocadas em prática. “Os campos foram preparados com diversas variedades de soja, mostrando do ciclo precoce até o tardio, apresentando questões sobre resistência à plantas daninhas, temas como manejo de fungicidas, questões de fertilidade e manejo do solo, problemas de compactação, além de estrutura de plantas, estresse de seca, além de tópicos que precisam ser construídos ao longo dos anos. Apresentamos o que fazemos e recebemos o que a Universidade faz. Essa troca é muito rica para todos”, concluiu.

Thomas Liska, representante da Stara, ressaltou que a aproximação com os estudantes foi bastante significativa, uma vez que eles conseguem enxergar na prática como são feitas as aplicações e como as tecnologias são utilizadas. “Acredito que o evento tenha sido de grande valia para todos. Sempre um prazer estarmos dentro da UPF e mostrar as tecnologias para os jovens que estarão no mercado de trabalho com certeza faz toda a diferença para nós. Aliar a teoria com a prática do campo é fundamental e nos faz crescer”, pontuou.

Já o coordenador comercial da Valtra Diego Lopes dos Santos destacou a preocupação da empresa em oferecer um benefício agronômico a todos os produtos desenvolvidos. “Se eu tiver uma máquina que entregue um benefício agronômico aliado à economia de insumo, eu tenho a máquina vista não como um consumo inerente ao processo, mas vista pelo produtor rural como um alavancador de produtividade. Aquela imagem que a máquina tinha de ser um custo em todo o ciclo de produção está indo abaixo porque cada vez mais a gente foca nesses benefícios, em todos os produtos. A gente entende que consumo de combustível é importante, manutenção baixa é importante, mas o produtor precisa produzir mais na mesma área e precisa fazer isso aliado a economia de insumo”, explicou.