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De Júlio Verne a Neil Armstrong

  • Por: Nexjor FAC UPF
  • Fotos: Reprodução

 

“Nós escolhemos ir à Lua! Nós escolhemos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas. Não porque é fácil, mas porque é difícil.”

Não seria errado imaginar que o próprio John F. Kennedy, ao fazer seu histórico discurso na Universidade de Rice em setembro de 1962, acreditasse que fosse possível chegar até a Lua. A época era de Guerra Fria entre Estados Unidos e a antiga União Soviética, e um dos campos dessa batalha acontecia muitos quilômetros acima do solo. 
Não que foi fácil, o trágico começo do programa Apollo - um incêndio vitimou os três astronautas da Apollo 1 e  mostrou que o caminho mais longo do que parecia. E foi quase no final do tempo citado por Kennedy, anos e uma dezena de missões depois, que em 20 de julho de 1969, a Apollo 11 cumpre a promessa e finalmente toca o solo do cinzento satélite, 384 mil quilômetros distante de nosso planeta. Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins retornaram da Lua quatro dias depois.

Vale lembrar que a Lua habita imaginário da humanidade desde tempos mais longínquos de antigas civilizações como maias, astecas e gregos. O escritor francês Júlio Verne, famoso por várias histórias, entre elas “Da Terra à Lua”, já pensava como seria mandar uma nave para lá, isso em 1865. Além da chegada à Lua, é curioso constatar a coincidência de alguns acontecimentos descritos na história de Verne além da chegada à Lua, como o país mandatário da missão, a quantidade de tripulação e o local de retorno de retorno do espaço, o oceano pacífico. 

50 anos depois, o retorno
Exatamente 50 anos após Neil Armstrong e Buzz Aldrin pousarem e pisarem na Lua, a NASA anunciou uma nova leva de missões para a Lua até 2024. O programa que irá voltar ao satélite foi batizado de Artemis, irmã de Apollo e a deusa da Lua na mitologia grega. Entre os objetivos da Artemis estão: desvendar o que há e o tipo de material em baixo do solo, achar o caminho para montar estruturas na superfície lunar, testar tecnologias e suas possíveis aplicações nas pesquisas em Marte e, principalmente, estudar maneiras de manter seres humanos o maior tempo possível fora da Terra, já que preciso pesquisar ainda mais os efeitos no corpo em períodos maiores no espaço.
A lua vai ser um estágio para Marte, o próximo gigantesco salto que está localizado há 55 milhões de quilômetros de nosso planeta. Mais uma grande empreitada para a humanidade que, apesar de ainda engatinhar na escala das eras cósmicas, já deu o primeiro passo rumo ao desconhecido. Afinal, não há nada mais representativo para a exploração espacial - e porque não, para a própria humanidade - do que olhar sempre a frente e acima do que há para além do horizonte.

Especial 50 anos do pouso na Lua
Para comemorar os 50 anos desse fato extraordinário, o Núcleo Experimental de Jornalismo da Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade de Passo Fundo preparou um conteúdo especial na plataforma Atavist que vai percorrer alguns dos pontos dessa jornada, como a linha temporal da corrida espacial até o final da missão Apollo, infográficos com trajeto e  as partes das naves, o perfil dos astronautas e das missões, obras da cultura pop relacionadas e inspiradas na conquista da Lua, entrevistas com especialistas, a repercussão nos veículos jornalísticos no mundo e aqui em Passo Fundo, além de algumas curiosidades. O especial está disponível no link http://bit.ly/nexjor-lua