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Covid-19 pode permanecer vivo em superfícies por até três dias

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Reprodução

Professor da UPF Vinicius Dal Maso esclarece dúvidas sobre o novo coronavírus

A cada dia surgem notícias sobre o novo coronavírus (COVID-19). Diante de tanta informação, muitas vezes fica difícil para a população entender a notícia que realmente procede. Por esse motivo, o médico pneumologista e professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), Me. Vinicius Dal Maso, que atua também no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), explica como ocorre a transmissão do vírus por meio do contato entre pessoas e superfícies.

Conforme o médico, a higiene das mãos não deve ser a única preocupação da população. “O vírus é altamente transmissível, mais que o vírus da gripe. A principal forma de transmissão é pelas gotículas de saliva, então na tosse e espirro as gotículas são eliminadas e pode atingir outra pessoa ou ficar na superfície. Existe uma pesquisa que foi publicada recentemente, especificamente sobre o coronavírus, que diz que em superfícies principalmente de plástico e aço inox, o vírus pode ficar viável por três dias, no papelão pelo tempo de 24 horas e o cobre em torno de 4 horas”, explicou.

Devido a essa questão, é importante a higienização de corrimãos e demais objetos que podem ser tocados por mais de uma pessoa. “A importância desses tipos de materiais é a limpeza, precisa desinfetar mais”, afirmou o médico.

Preocupação com o coronavírus causa ansiedade

Desde que a pandemia começou e agora em que foram estabelecidos decretos em muitas cidades orientando para que as pessoas fiquem em casa, a vida se transformou, o que tem gerado preocupação e ansiedade nas pessoas. “ O fake news nas redes sociais acaba gerando sérios problemas. As pessoas têm ficado bastante tempo expostas a informação sobre a Covid-19, isso tem o lado bom, mas tem o outro lado, porque as pessoas têm tido excesso de ansiedade e angústia, muitos relatam que não tem comido direito, conseguido dormir, por só pensar nisso. É importante que a preocupação exista, mas até certo ponto, porque se não teremos outros problemas, como psiquiátricos, de ansiedade e isso também influência na questão da imunidade”, disse o médico.

Doença de manifesta de forma mais grave em 20% dos casos

Conforme o Dal Maso, o Covid-19 se manifesta no geral de forma leve, tendo um índice pequeno de mortalidade. “Essa doença em 80% das vezes ela tem um quadro leve, mas em 20% dos casos pode ter um quadro sintomático mais grave. Geralmente se manifesta como uma pneumonia viral, aonde os principais sintomas são a febre que pode ter em 80% dos casos, a tosse 60% dos casos, falta de ar em torno de 50% e depois temos outros sintomas menos comuns, como fadiga, diarreia, dor torácica e outros órgãos também podem ser afetados, além do pulmão, como o coração. Na maioria das vezes o quadro é leve, assintomático o que pode disseminar o vírus. A taxa de mortalidade não é alta, em torno de 2% se comparado com o vírus da gripe”, afirmou.

Um dos grandes problemas apontados pelos médicos, é que a doença tem causado mais mortes em grupos com idade mais alta e pessoas que tenham outros problemas de saúde, como pressão alta, diabetes, doenças crônicas, entre outros. “ Os pacientes que desenvolvem a forma mais grave da doença, acabam tendo o caso de insuficiência respiratória, precisando de UTI e aparelhos e esse é o grande problema. A disseminação vai ocorrer, mas com o isolamento social a gente consegue espaçar, achatando a curva de transmissão, fazendo como que tenhamos uma melhor forma de atender os pacientes graves, pois se não vai ter aparelho e leitos esse foi o grande o problema da China e Itália”, comentou.

O vídeo completo gravado pelo professor Dal Maso sobre o tema pode ser conferido AQUI.