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Carinho que alivia a dor

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes

Projeto Terapia Assistida por Animais, a Pet Terapia, desenvolvido pela UPF e pelo HSVP, beneficiou mais de 150 pacientes em 2019

Quando a porta se abre, o rosto dos pacientes internados no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) se ilumina. “Que coisa mais linda!”, diz uma delas. O motivo dos sorrisos são Alice e Bebê, uma cachorra da raça Bernese, e uma porquinha da Índia. Simpáticas e tranquilas elas acolhem e dão amor a todos que entram. Brincam, recebem carinho, lambem, sentam no colo. Cumprem um trabalho que realizam duas vezes por semana já há quatro anos, junto a outros 14 animais. A visita delas ao hospital faz parte do projeto Terapia Assistida por Animais (TAA), desenvolvido pela Universidade de Passo Fundo (UPF), pelos Programas de Residência Multiprofissional e Residência Profissional Integrada em Medicina Veterinária e pelo HSVP. 

Conhecido carinhosamente como Pet Terapia, o projeto já beneficiou mais de 150 pacientes só em 2019. Como a estudante Eduarda Ortiz Monteiro. Na tarde desta quarta-feira, 20 de novembro, ela recebeu a visita de Alice e Bebê. Internada desde o último domingo após sofrer um acidente de trânsito, a moradora do município de Lagoão ficou feliz com a visita e conta que interagir com os pets ajudou ela a distrair da rotina hospitalar. “A gente acaba ficando só no quarto e poder sair, ver os animais, ajuda a distrair. Tanto que a gente até esquece que está doente. É muito bom”, comentou. 

Minutos que fazem a diferença
As sessões de pet terapia ocorrem todas as quartas e sextas-feiras, em uma sala própria para o projeto. Ao todo, 16 animais, de diferentes espécies, e cerca de 70 pessoas estão envolvidas com a realização das ações, entre professores e residentes das áreas de enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição e medicina veterinária. 
De acordo com a coordenadora da Residência Profissional Integrada em Medicina Veterinária professora Me. Michelli de Ataide, o mais gratificante para ela, é ver os próprios médicos prescrevendo a pet terapia para os pacientes. “Existem trabalhos já comprovados, inclusive aqui dentro do Hospital, que dizem que após a pet terapia diminui consideravelmente o uso de analgésicos para a dor. Porque o prazer de estar com os animais libera endorfina, um analgésico natural. É uma forma de trazer esse bem-estar para a comunidade. São minutos, mas que fazem a diferença”, contou. 

A residente em Medicina Veterinária Aline Padilha também considera o projeto gratificante. Para ela, é uma realidade completamente diferente da que ela e os colegas vivem, em que estão acostumados apenas a atuar com animais. “Para nós, esse contato com o animal é uma coisa muito simples. E aí eles chegam aqui e só de passar a mão, fazer um carinho, o paciente já sai transformado, bem mais animado. Às vezes a pessoa chega deprimida e sai com um sorriso, isso é o mais gratificante e ao mesmo tempo um impacto para nós”, disse. 

Ampliação
Para os próximos anos de projeto, a expectativa da professora Michelli é transformá-lo e programa de extensão na Universidade, ampliando a participação também para estudantes dos cursos de graduação. “Já estamos recebendo contato de outras instituições, como casas de repouso, clínicas de reabilitação que querem desenvolver o projeto. Por isso, nós pretendemos ampliar nosso leque e convidar os estudantes de graduação a participarem desse projeto como um presente da Universidade para a sociedade”, explicou.

E prova de que a visita da Alice, da Bebê e todos os outros animais faz a diferença, a professora já tem. “É muito legal encontrar as pessoas na rua e elas reconhecerem a Alice. A gente vê esse feedback de pessoas que hoje já estão melhores, mas que passaram pela pet terapia e lembram dessa experiência com carinho”, completou.