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A importância das ligas acadêmicas na formação dos estudantes universitários

  • Por: Assessoria de Imprensa

UPF tem ligas acadêmicas em diversas áreas da saúde

As ligas acadêmicas têm um papel importante na vida dos estudantes da Universidade de Passo Fundo (UPF). Estudantes afirmam ser uma espécie de “divisor de águas” na trajetória acadêmica, tornando-os protagonistas e desenvolvendo ainda mais as competências pertinentes à profissão. A UPF tem mais de 30 ligas acadêmicas, vinculadas à Faculdade de Medicina (FM) e Faculdade de Odontologia (FO). 
 
No Brasil, as ligas surgem em 1918, com a criação da Liga de Combate à Sífilis da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, na qual os estudantes, utilizando-se dos conhecimentos aprendidos ao longo do curso, montavam postos de profilaxia e tratamento gratuito à população.
 
Na UPF, a primeira surge em 2009, com a Liga de Medicina Intensiva e Anestesiologia, liderada pela professora, a médica Jussara Gomes. “Convém destacar a importância histórica que as ligas têm na formação dos acadêmicos de Medicina, especialmente por propiciar o desenvolvimento de habilidades gerenciais, o protagonismo estudantil e o estudo aprofundado de temáticas elegidas pelos alunos”, salienta a professora Maria Lúcia Dal Magro, coordenadora das ligas acadêmicas da Faculdade de Medicina da UPF.
 
Funcionamento e objetivos das ligas da FM
As 33 ligas da FM são propostas e organizadas por acadêmicos, orientados por professores, que apresentam interesses em comum, com intuito de complementar a formação acadêmica nas diferentes áreas do conhecimento. É uma das estratégias de curricularização da pesquisa e da extensão. “As ligas desenvolvem atividades voltadas para o aprimoramento de conhecimentos teórico-práticos e propicia ao acadêmico ampliar seu senso crítico e o raciocínio científico que lhe permita extrapolar a aptidão específica de seu campo de atuação”, enfatiza Maria Lúcia.
 
As ligas acadêmicas têm como objetivos desenvolver estudos teóricos e práticos sobre seus temas, promovendo atualização científica baseada nas melhores evidências científicas. Também têm o compromisso de difundir as ações desenvolvidas à comunidade interna e externa. “A finalidade é o desenvolvimento de ações interdisciplinares, interprofissionais e interinstitucionais na área da saúde e afins, promovendo ações de ensino, pesquisa e extensão”, observa a coordenadora das ligas da FM.
 
Cada uma delas é composta por um professor orientador, vinculado à Faculdade, professor(es) colaborador(es), conforme as especificidades da liga, e entre dez a vinte acadêmicos, vinculados ao curso de Medicina e/ou outros cursos da UPF. As ligas têm regulamento interno e Conselho de Ligas Acadêmicas (Conlig). Além disso, cada uma das 33 ligas tem seu próprio Regimento Interno e integram a Associação Brasileira de Ligas Acadêmicas de Medicina (Ablam).
 
Aprimorar conhecimentos
 

Laura em um dos encontros promovidos pela Lagos

Um dos coordenadores de ligas da FM, o professor Thiago Malaquias Fritzen, que está à frente da Liga de Clínica Médica, ressalta que elas são oportunidades que o aluno tem de aprimorar conhecimentos em determinada área de interesse, sendo uma excelente ferramenta na construção do saber médico. “Elas ultrapassam a barreira da sala de aula e possibilitam a produção científica e, fundamentalmente, o contato com a sociedade à medida que se desenvolvem projetos específicos. Permitem o contato e troca de experiência com acadêmicos de outros cursos relacionados e, ainda, a produção de eventos, o que permite aos acadêmicos aprimorarem suas habilidades de organização, construção de cronogramas, etc..”, destaca o professor. 
 
Todo esse aprendizado é confirmado pela acadêmica do sétimo nível do curso de Medicina, Laura Paggiarin Skonieski, presidente da Liga de Ginecologia, Obstetrícia e Sexologia (Lagos), que compartilha algumas das experiências vividas por meio dessa iniciativa. “Participar das ligas acadêmicas é uma forma de ter mais contato com a especialidade que pretendemos seguir, podemos discutir assuntos que não fazem parte do nosso currículo. Esse ano, por exemplo, tivemos aulas como atendimento ginecológico as profissionais do sexo, tratamento não farmacólogo para cólica menstrual, sexualidade na menopausa, castração feminina, e diversos outros”, comenta a acadêmica, destacando ainda, os trabalhos de extensão com a comunidade e participação em congressos, revistas e periódicos da área. “Acredito que para nos tornarmos bons médicos devemos sempre ir atrás do extracurricular, não podemos nos ater somente ao curricular e a Liga nos proporciona exatamente isso, conseguimos ‘sair da caixa’, ir além, e sempre buscar o melhor para nossos pacientes e para comunidade”, enfatiza Laura.
 
Primeira Liga da Odonto foi a de Cariologia 

Daniela em uma apresentação de
evento da Laoc

Em 2019, a Faculdade de Odontologia (FO) criou a Liga Acadêmica Odontológica de Cariologia (Laoc), primeira da Unidade Acadêmica. O objetivo dessa liga é complementar a formação e promover ações sobre a prevenção e a progressão da cárie. “A Liga surgiu por iniciativa de estudantes do curso. A área de cariologia é pouco trabalhada, mas uma das mais importantes na área da odontologia, sendo uma das doenças mais comuns da doença bucal. Atualmente, essa disciplina foi incluída no currículo e isso vai auxiliar na evolução da Liga, já que haverá conhecimento prévio do assunto pelos alunos”, destacou o professor da FO, Dr. Kauê Farias Collares, um dos colaboradores da Liga, juntamente com as professoras Dra. Juliane Bervian e Dra. Daniela Jorge Corralo.
 
A acadêmica do quinto nível do curso, Daniela de Freitas Lima, uma das integrantes da Liga e que está na gestão, destacou que a área de cariologia é um dos seus interesses e foi atraída pelo assunto. “Queria aprender e me aprofundar mais, já que para mim é um dos assuntos base da saúde bucal e da odontologia, que está sempre presente na vida dos profissionais da área”, revelou Daniela, destacando ainda que a experiência está sendo um grande diferencial na sua vida acadêmica. “A Liga é algo muito especial e foi um divisor de águas na minha graduação. Ela me fez olhar para o curso e para questões importantes de uma maneira muito mais séria e comprometida. Abriu muitas portas, conheci muitos profissionais e pessoas. É um conhecimento teórico e prático incrível”, afirma a acadêmica. 

Além da Liga de Cariologia, estão ligadas à FO as ligas de Biossegurança e de Endodontia.

 

- Confira AQUI a lista completa das Ligas da FM e da FO.