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Uma história marcada pelo amor à Medicina

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Alessandra Pasinato

Professor Gilberto Borges Bortolini recebeu sua portaria de jubilamento, celebrando a consolidação de uma trajetória de sucesso junto à UPF

As marcas de quem dedicou sua vida a cuidar do outro não passam despercebidas. Enquanto cirurgião, professor e diretor da Faculdade de Medicina, Gilberto Borges Bortolini construiu sua história baseada em um amor: a Medicina. Com uma carreira sólida como médico, ele também contribuiu na formação de inúmeros acadêmicos da Universidade de Passo Fundo (UPF), onde iniciou sua trajetória em 1980. Jubilado no dia em que celebrou seus 70 anos de vida, o professor recebeu a portaria de jubilamento e os cumprimentos da reitora Dra. Bernadete Maria Dalmolin na tarde desta quarta-feira, dia 15 de maio. Na oportunidade, a reitora reconheceu a atuação de Bortolini e a sua dedicação ao ensino médico.

Com uma bagagem de conhecimento e experiências de vida para compartilhar, ele conta que muitas foram as marcas que ficaram de tantos anos de trabalho junto à UPF. “Recebo feedback dos egressos que estão atuando em muitos locais no Brasil e no mundo. Muitos citam que se espelharam em mim na relação médico-paciente e como cirurgião. Estes são momentos marcantes: olhar para trás e ver a caminhada feita com tanto saldo positivo”, comenta ele. 

Médico por vocação
Foi aos 15 anos que Bortolini fez a sua escolha profissional pela Medicina. A saga do jovem vestibulando iniciou precocemente: para se preparar para o curso, aos 16 anos, foi morar em uma kitinete em Porto Alegre para concluir o ensino médio e fazer cursinho pré-vestibular. Mesmo estando sozinho e com as dificuldades da época relacionadas ao transporte e à comunicação com a família, ele não desistiu do seu sonho. Determinado, ele escolheu a Universidade Federal do Rio Grande do Sul para o curso, iniciado em 1967, aos 17 anos, e concluído com maestria em 1972.

A residência médica em cirurgia geral também se deu em Porto Alegre, depois de convites para atuação no exterior. Em 1978, um convite especial trouxe Bortolini para Passo Fundo, onde passou a trabalhar no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e teve sua aproximação com a UPF. O registro na carteira de trabalho data de 1º de agosto de 1980, quando tornou-se auxiliar de ensino na disciplina de Endocrinologia. Por muitos anos, Bortolini atuou junto aos acadêmicos da Faculdade de Medicina como supervisor de residência em cirurgia geral no HSVP. Foi em 2002 que assumiu efetivamente como professor da disciplina de cirurgia na UPF.

Escola de Medicina
Seu legado na Faculdade de Medicina ficou marcado pelo comprometimento com a qualidade do ensino. Em 2010, Bortolini teve sua primeira atuação em gestão, como vice-diretor da escola, com a intenção de organizar o internato médico. O trabalho foi ampliado entre 2014 e 2018, quando foi diretor da unidade acadêmica e pôde receber o reconhecimento de ver a Faculdade de Medicina da UPF entre as melhores do país. Em 2018, a escola foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), por meio da acreditação do Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (Saeme). Num universo de mais de 300 escolas de Medicina no país, a Faculdade da UPF tornou-se uma das 10 a receber o selo de qualidade no Brasil.

Cuidar do outro
A dedicação aos pacientes sempre ocorreu de forma integral na vida de Bortolini. Como professor, ele ensinou aos acadêmicos e futuros colegas de profissão sobre a importância do cuidado humanizado. “O conhecimento técnico bem orientado, hoje, é muito simples de ser feito, o diferencial é a humanização. Temos um perfil de estudante na Faculdade de Medicina da UPF que aprende mais do que a técnica, desenvolve empatia, humildade, leniência e resiliência”, aponta.

Ao longo de sua vida, mais do que uma respeitável trajetória profissional, Bortolini construiu uma linda família. Casado com uma esposa dedicada, pai de dois filhos dos quais se orgulha e avô de dois amados netos, ele tem dedicado suas manhãs a uma tarefa fundamental: cuidar de si mesmo. O brilho no olhar é de quem cumpriu sua missão enquanto professor, no entanto, a carreira médica segue com o mesmo amor e a mesma dedicação do jovem que, aos 15 anos, traçou seu destino: ser um médico brilhante.