Notícias UPF

Morre Neil Peart, baterista do Rush

  • Por: Eugenio Siqueira
  • Fotos: Ethan Miller/Getty Images

O mundo do rock recebeu uma “bomba” na última sexta-feira (10). O lendário baterista do Rush, Neil Peart, morreu na última terça-feira (07), aos 67 anos, na cidade de Santa Monica, nos EUA. O músico canadense morreu em decorrência de um câncer no cérebro diagnosticado há três anos.

Neil foi um dos bateristas mais importantes da história do rock, com estilo próprio, que se tornou referência no rock progressivo e no heavy metal. Era um estudioso. Chegou a ler 3 livros por semana. Tornou-se o letrista oficial da banda. Os temas escritos por ele e cantados por Geddy Lee versavam sobre princípios filosóficos, livre arbítrio, sobre a vida, ficção científica, luta contra o totalitarismo. "É com os corações partidos e profunda tristeza que temos que compartilhar a terrível notícia que nosso amigo, irmão de alma e companheiro de banda por 45 anos, Neil, perdeu sua incrível batalha de três anos e meio contra o câncer de cérebro", disse a banda em um comunicado.

Carreira
Neil Ellwood Peart nasceu no Canadá, em 1952. Durante a adolescência, passou por várias bandas, sem sucesso ou trabalho que o agradasse. Após uma temporada na Inglaterra, Peart retornou para casa, onde conheceu Geddy Lee e Alex Lifeson e entrou para o Rush, no verão de 1974. “Tocar um show de 3 horas do Rush é como correr maratonas enquanto você resolve equações”, Neil Peart definiu assim o jeito como executava sua música. Apesar da comparação, o músico estava longe de ser “mecânico”; Peart e suas baquetas tinham algo especial, que ajudou o Rush a ter uma carreira de longa duração e inspirou milhões de fãs pelo mundo.

Mas Neil Peart não se restringia a bateria: o músico não abria mão de seu papel de compositor. Tanto que lá está o nome de Neil Peart nos maiores sucessos do Rush, como La Villa Strangiato, The Main Monkey Business, YYZ, Nobody's Hero, além de discos lendários como 2112, lançado em 1° de abril de 1976, onde Peart escreveu todas as canções, com exceção de “Lessons” e “Tears”.