Ensino

Formação focada na prática e na realidade do profissional

27/08/2021

14:21

Por: Caroline Simor

Fotos: Divulgação

Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática reformulou o currículo para atender as demandas e ampliar o seu alcance

A instantaneidade e a velocidade são características dos tempos atuais. E o mercado de trabalho é uma das áreas que mais são impactadas. No universo docente, a dinâmica faz parte da rotina e aproveitar bem o tempo é fundamental. Foi com o olhar nesta realidade que a coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade de Passo Fundo (PPGECM/UPF) decidiu reformular o currículo, promovendo mudanças que permitiram mais interação e envolvimento nas aulas, bem como a inserção de profissionais de todo o país

Encontro agendado a partir das necessidades permitiu mais interação

Com Mestrado e Doutorado na modalidade profissional, o Programa tem o foco central no desenvolvimento de produtos educacionais. Direcionado ao desenvolvimento de práticas pedagógicas, estratégicas didáticas e materiais didáticos, o objetivo é atender as demandas do contexto educativo da sala de aula, seja da educação básica ou do ensino superior.

Segundo a coordenadora, professora Dra. Cleci Werner da Rosa, o Programa estava estruturado com encontros presenciais no Campus I, o que, para muitos estudantes, que buscam o aperfeiçoamento ao mesmo tempo em que estão atuando em sala de aula, inviabilizava uma participação mais ativa e com um aproveitamento maior

A partir dessa demanda, nascida da realidade dos profissionais, o corpo docente buscou uma readequação. Agora, as disciplinas obrigatórias são concentradas de forma presencial nos meses de julho e janeiro, com duas a três semanas nestes períodos, e as outras atividades, como disciplinas eletivas e ações que compõe o currículo, são realizadas de forma remota síncrona, nas sextas-feiras. “Isso permitiu que os alunos pudessem se organizar para acompanhar as atividades. Nos períodos concentrados, estarão conosco pelo campus, e nas demais atividades, podem se organizar para os encontros virtuais”, pontuou.

Dinamismo para acompanhar os novos tempos

A multidisciplinaridade já é uma característica do Programa que hoje contempla áreas como Ciências, Física, Química, Matemática, Pedagogia, Geografia e as engenharias. Com o novo currículo, que surgiu dentro das necessidades impostas também pela pandemia da Covid-19, foi possível potencializar ainda mais esse perfil.

De acordo com a professora Cleci, o Programa teve um alcance maior, não apenas em termos territoriais, mas também pela organização dos professores da região, que agora poderão buscar a formação, dentro de cada tempo disponível e, com isso, qualificar suas práticas pedagógicas. “Ouvir a necessidade dos nosso mestrandos e doutorandos foi fundamental e vai ao encontro de um dos pontos fundamentais do Programa que é ter em nossos quadros professores que estão dentro das salas de aula, ou seja, profissionais que estão buscando a formação em paralelo a sua atuação. Nosso intuito foi oportunizar que mais professores tivessem acesso a formação continuada a nível de mestrado e doutorado”, observa.

As mudanças tiveram um impacto e já o primeiro processo seletivo realizado após a mudança, foram 120 inscritos de todo o país, contemplando 13 estados. Ao final, foram selecionados 21 para cada programa (mestrado e doutorado). “Ampliamos o alcance do programa e também conseguimos potencializar a participação dos alunos

Alguns encontros foram possíveis antes da pandemia

nas atividades desenvolvidas, uma vez que, com os encontros pré-agendados na sexta-feira, foi possível que cada um pudesse se organizar e aproveitar o tempo”, destaca a coordenadora.

Atentos as atualizações constantes, os professores que integram a coordenação do Programa já promoveram a primeira avaliação do novo modelo e perceberam que, houve um aumento bastante significativo na interação entre os pós-graduandos. “Numa primeira avaliação que fazemos, chama a atenção que os participantes estão satisfeitos com o novo modelo, ainda que, em função da pandemia, não tenha sido possível realizar encontros presenciais nas sextas-feiras. Ao poderem escolher as atividades, dentro da agenda, das necessidades e do tempo de cada um, percebemos um aumento da interação, maior engajamento e participação dos alunos”, ressalta Cleci.

O desafio é permanente, de acordo com a coordenadora. Para ela, a UPF tem buscado trazer para os estudantes, seja na graduação, especializações, ou nos mestrados e doutorados, a possibilidade de viver experiências individuais e coletivas. Dentro deste contexto, olhar a realidade e oferecer uma formação real, é um dos objetivos. “Se queremos proporcionar qualificação aos professores que estão no dia a dia com os alunos e, a partir disso, construir novas propostas e discutir melhorias e tecnologias educacionais, precisamos pensar novos modelos de pós-graduação. Um modelo que encontro o que o professor que está em sala de aula precisa”, observa.
 

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