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Um sonho colocado no papel

  • Por: Caroline Simor
  • Fotos: Caroline Simor

Parceria entre o Naduc e Escola Estadual Adelino Pereira Simões propõe um novo modelo paisagístico para o espaço

“Temos sonhos, desejos de fazer uma escola melhor e aberta à comunidade, e a UPF está nos ajudando a realizar isso”. Enquanto os acadêmicos do Núcleo de Arquitetura e Desenvolvimento Urbano e Comunitário (Naduc) apresentavam a proposta de qualificação paisagística, o diretor da Escola Estadual Adelino Pereira Simões olhava atentamente para as diversas vivências pedagógicas que serão possíveis no novo espaço. A parceria feita entre a Universidade de Passo Fundo (UPF) e o educandário é mais uma das ações que aproximam a academia da comunidade, estreitando laços e promovendo a melhoria da qualidade de vida.

O convênio teve como objetivo apresentar uma proposta de intervenção para uma área externa na escola. O desenvolvimento da proposta ficou a cargo dos acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo, Andressa Wiethölter, Bruna Schuck, João Vitor Stolte e Morgana Gayeski, supervisionados pelo professor Me. Luiz Roberto Medeiros Gosch, coordenador da equipe técnica, e por Luiz Eduardo Lupatini, arquiteto e urbanista.

Para o diretor da escola, professor Luciano Pimentel da Silva, o projeto vem ao encontro de desejos muito antigos da comunidade escolar. Após a apresentação, enquanto recebia as plantas dos projetos, ele contou histórias envolvendo o espaço existente nos fundos da escola, lembrou momentos em que estudantes e pais solicitaram que atividades pedagógicas e extracurriculares pudessem ser feitas ali e pontuou que, agora, a partir da parceria com a UPF, será possível colocar esses projetos em prática.

Apesar dos desafios econômicos e sociais da própria educação e das dificuldades enfrentadas pelas escolas públicas para fazer da sala de aula um espaço mais atraente, Luciano destaca que a equipe tem mantido a esperança e que movimentos feitos em coletividade atuam como instrumentos de motivação. “Temos sonhos, desejos de fazer uma escola melhor e aberta à comunidade, e a UPF está nos ajudando nisso. Sem dúvida, esse trabalho vai nos ajudar significativamente, visto que a escola precisa de parceiros. Não apenas parceiros que possam fazer ações gratuitas, mas que também tenham qualidade na entrega do produto final e isso nós encontramos aqui na UPF. Nosso contato com a Universidade é justamente para encontrar alternativas para a área que temos em nossa escola. Sempre temos a vontade de fazer, mas às vezes nos falta a criatividade e a técnica para colocar em prática”, ressaltou o educador.

De acordo com ele, a ideia é abrir a escola, promover encontros, momentos de convivência, além de atividades multidisciplinares. Para tirar o projeto do papel, ele contará com a ajuda de todos, reutilizando materiais que já estão na escola.

Um olhar diferente
Para realizar o projeto, os acadêmicos do Naduc foram a campo. Conheceram o ambiente, ouviram histórias e ideias vindas de quem utiliza a área. Por isso, a proposta apresentada buscou atender às necessidades pautadas por eles, buscando oferecer espaços de lazer, educação e bem-estar para os estudantes e profissionais da escola, com propostas para estimular a criatividade e enfatizar a importância da educação ambiental para a preservação dos recursos naturais. Os estudantes também tiveram o cuidado de respeitar o limite de recursos disponíveis para a implementação da proposta, propondo espaços que visam resgatar uma área que se encontrava subutilizada, além de possibilitar a interação social entre pais, professores e alunos, refletindo positivamente na vida da comunidade escolar. 

De acordo com Andressa Wiethölter, a participação no projeto foi importante de várias formas. Seja pela vivência da teoria na prática ou pela aproximação com a comunidade, o trabalho a fez colocar um olhar diferente sobre a formação e a profissão. “Participando do Naduc a gente vê a parte teórica da sala de aula, e a aplica em projetos como esse. Eu espero que esse trabalho possa ajudar muito eles, pois é uma forma de integrar estudantes, pais, professores e comunidade, trazendo benefícios tanto no aprendizado quanto no lazer para eles. Como acadêmica, eu aprendi muito”, destacou.

Responsável pela parte pedagógica do Núcleo, o professor Gosch destacou que a entrega de um projeto para a comunidade é sempre uma realização. “O Naduc foi criado para isso, para aproximar a Universidade da comunidade, por meio de atividades dos acadêmicos e da participação deles nos projetos, atuando como já estivessem no mercado de trabalho. Temos uma equipe boa e bem capacitada e que nos permite fazer essa ponte com a comunidade. É sempre gratificante entregar um trabalho e ver que ele atendeu às expectativas”, frisou.