50 anos

Projeto ComSaúde lança obras na Feira do Livro

06/11/2018

14:32

Por: Alessandra Pasinato

As publicações “Doadores do Amanhã” e “O Superpoder real” surgiram a partir de ações do projeto de Extensão da UPF em escolas do município

Sensibilizar as crianças e jovens, futuros doadores, sobre a importância da doação de sangue foi o que motivou o projeto de extensão da Universidade de Passo Fundo (UPF), ComSaúde, a implementar uma ação de educação e profissionalização de educadores de escolas municipais para trabalharem o tema em sala de aula. O resultado da ação, realizada em quatro escolas piloto, foi lançada na manhã desta terça-feira, dia 6 de novembro, na Feira do Livro de Passo Fundo, com duas obras: “Doadores do Amanhã” e “O Superpoder real”.

O projeto de doação de sangue pertencente ao ComSaúde foi até as escolas, articulando espaços de aprendizado. O projeto se dá por meio de ações de extensão da UPF, realizadas por acadêmicos de Medicina, Jornalismo e Artes Visuais, que atuam de forma interdisciplinar. Para esta ação em específico, o ComSaúde contou com a parceria do Hospital São Vicente de Paulo, da Secretaria Municipal da Educação e da Academia Passo-fundense de Letras.

A professora Me. Cristiane da Silva Rodrigues de Araújo, que coordena o projeto Doação de Sangue do Com Saúde e também é responsável técnica do Serviço de Hemoterapia do HSVP, avalia a ação agrega de forma educativa a sensibilização dos futuros doadores de sangue. “Elaboramos dois livros que surgiram a partir do projeto com quatro escolas piloto, onde desenvolvemos atividades lúdicas e literárias, trabalhos artísticos e pedagógicos. A partir dos materiais produzidos foram criados os dois livros”, conta ela.

Participaram do projeto a Escola Municipal de Educação Infantil Padre Alcydes, a Escola Municipal de Educação Infantil Sonho Encantado, a Escola Municipal de Ensino Fundamental São Luiz Gonzaga, e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Daniel Dipp. “O intuito é disseminar, para o próximo ano, para as 72 escolas municipais”, destaca a professora do curso de Medicina da UPF.

Incentivo à doação de sangue
Além de sensibilizar as crianças e jovens, o projeto também propôs criar uma lei para a perpetuação dessas ações. Um programa de incentivo foi feito pelos educadores das próprias escolas, oferecendo material educativo específico para ação, criado pelo Serviço de Hemoterapia do HSVP, pelos acadêmicos do Com Saúde e pelos próprios alunos em atividades escolares. “Os professores foram qualificados para trabalhar em sala de aula sobre o tema e a iniciativa se estendeu não só aos alunos, como aos pais e também aos funcionários da rede municipal de ensino”, relata a coordenadora.

O livro “O superpoder real”, foi construído por dois acadêmicos do curso de Medicina da UPF. Débora Schuh foi quem escreveu a história e Ighor Laimer fez a ilustração. Débora conta que o que inspirou a fazer a história do livro foi a ideia de criar um super-heroi que fosse além do imaginário. “O livro transforma o Hemocito, o mascote da hemoterapia em um super-heroi. O superpoder real, na verdade, é a própria doação de sangue e a história conta para as crianças que os herois são as pessoas comuns, que nem sempre estão nos livros e nos filmes, mas são pessoas que fazendo doação de sangue se transformam em super-heróis”, relata a acadêmica, enfatizando que abordando a temática da doação de sangue dentro da sala de aula também foi possível mobilizar não só as crianças, mas os seus familiares, os educadores e toda a comunidade.

Para a diretora da EMEI Sonho Encantado do bairro Hípica, Suelen Pezzini, participar do projeto foi gratificante. “Trabalhamos a doação de sangue com crianças pequenas, que às vezes não tem um bom entendimento. Fizemos atividade de forma lúdica para que compreendessem a importância desse ato de salvar vidas. Fizemos atividades com o grupo da escola desde a triagem até a doação em si. As crianças puderam compreender o que que era e no final ver a importância desse ato. Além disso, fizemos panfletos e distribuímos na comunidade. Conseguimos plantar uma sementinha dentro de cada um deles sobre a importância necessidade de doar sangue, as crianças são o futuro e são os futuros doadores”, comenta a professora.

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