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Plantio de cevada é realizado no Cepagro

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

A Universidade de Passo Fundo (UPF) realizou, na última terça-feira, 23 de junho, o plantio de cevada nas dependências do Centro de Extensão e Pesquisa Agropecuária (Cepagro). A ação aconteceu por meio de uma parceria entre a Instituição e as empresas Ambev e Diplan.

De acordo com a pesquisadora da Ambev, Adriana Favaretto, todos os anos são locadas algumas áreas experimentais para serem desenvolvidos ensaios focados no melhoramento genético da cevada, bem como ensaios de manejo. “Tendo em vista que a empresa tem, há alguns anos, parcerias com professores da UPF, optamos por desenvolver este trabalho dentro da Universidade, juntamente com a Diplan, onde fizemos o plantio dos ensaios de cevada voltados basicamente no manejo. Temos ensaios comparando época de plantio, de densidade de semeadura e de adubação nitrogenada com professores e estudantes de graduação e doutorado em Agronomia”, relatou.

Ela ainda comenta que o objetivo final da atividade consiste em obter cultivares de cevada cervejeira com o melhor desempenho no campo, não só através do melhoramento genético da cevada, mas também por meio de ensaios de manejo. “Neste sentido, acreditamos que estes trabalhos de parceria contribuem muito para o mercado cervejeiro do Brasil”, disse Adriana.

Para o diretor da Diplan, Jonas Manica, a semeadura de cevada permitirá a disponibilidade de tecnologias e métodos inovadores de cultivo e manejo. Em sua opinião, a parceria com a UPF também possibilita o desenvolvimento de um trabalho conjunto com a Universidade. “Queremos trazer para os alunos tecnologias de manejo e máquinas, mostrando as últimas inovações existentes para o agronegócio. Além disso, desejamos disponibilizar para os estudantes participação nos projetos junto às empresas, desenvolvendo máquinas, equipamentos e novos insumos testados na área”, destacou.

Melhora da adubação nitrogenada
Na atividade, foi semeado um experimento que integra o projeto “NDVI, curva de diluição e índice nutricional de nitrogênio em plantas de cevada”. Este faz parte de uma tese de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PPGAgro) e é coordenado pelo professor Dr. Pedro Escosteguy. Segundo o docente, o procedimento é importante pois ajuda a melhorar a adubação nitrogenada da cultura da cevada. “Atualmente, essa adubação é baseada na análise do teor de matéria orgânica do solo. Isso expressa, de forma grosseira e aproximada, a disponibilidade de nitrogênio para as plantas. Por outro lado, a proposta do projeto inova, ao avaliar a planta e não o solo, como indicador da dose de nitrogênio demandada em cada lavoura”, mencionou.

Conforme o professor, a tecnologia utilizada (sensor óptico ativo - NDVI) informa no momento (on time) essa demanda, possibilitando uma tomada de decisão mais rápida e assertiva, por parte do produtor, em relação a adubação nitrogenada. “Com o NDVI, evita-se o problema da variabilidade do solo, comum com o método tradicional (análise da matéria orgânica do solo). Assim, evita-se o uso de doses superestimadas ou subestimadas de fertilizantes nitrogenados, e, consequentemente, com melhor relação de custo/benefício da adubação. Também melhora-se a condição nutricional das plantas, proporcionando aumento da produção e da qualidade industrial de grão”, complementou Escosteguy.