Por: Assessoria de Imprensa
Fotos: Patricia Vivian
O Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS) apresenta ao público a Obra Tátil, desenvolvida com base na gravura Sem título (Serigrafia, 2006), de Mário Röhnelt. Produzida em PVC e gesso pela equipe do MAVRS, em 2026, a obra nasce com um propósito: ampliar o acesso à arte e promover uma experiência sensorial inclusiva.
A proposta convida o público a fechar os olhos e explorar a obra por meio do toque, percebendo texturas, relevos e formas. A experiência sensorial amplia as possibilidades de fruição artística e reforça o compromisso do Museu com a acessibilidade cultural.
A iniciativa teve início no segundo semestre de 2025, quando, em meio a outros projetos voltados à inclusão, a equipe do MAVRS foi desafiada pela responsável pelo Museu, Patricia Vivian, a criar uma obra tátil com base no acervo institucional. A partir desse convite, iniciou-se uma jornada de pesquisa, experimentação de materiais e estudos técnicos que se estendeu por alguns meses, culminando na finalização do trabalho em 2026.
A idealização do projeto partiu do estagiário Daniel Canals de Toni, que propôs a adaptação da gravura para o formato tátil. A execução contou com o apoio dos integrantes da equipe André Pinzetta e Luisa Porto Nunes, em um processo colaborativo que envolveu planejamento, testes e ajustes para garantir fidelidade estética e qualidade sensorial.
Mais do que uma releitura de uma obra do acervo, o projeto representa um passo importante na construção de um museu mais acessível, onde diferentes públicos possam vivenciar a arte de maneira plena. A Obra Tátil reafirma o papel do MAVRS como espaço de inclusão, inovação e democratização cultural.
Do processo à execução
Inicialmente, foi realizada uma reunião para a seleção da obra que serviria de base ao projeto. Por meio de votação, definiu-se que a serigrafia Sem título, de Mário Röhnelt, seria adaptada para o formato tátil.
A gravura foi digitalizada e editada na escala adequada, facilitando a observação de seus elementos individuais. Na sequência, iniciou-se a segunda etapa da proposta: desenvolver a obra utilizando exclusivamente materiais já disponíveis no Museu, aliando a perspectiva da inclusão ao reaproveitamento de recursos.
Após a seleção de uma chapa de PVC e do gesso como materiais principais, os trabalhos começaram. Foram esculpidas duas matrizes espelhadas em massa epóxi, que serviriam de base para os elementos padronizados aplicados sobre a superfície do PVC.
“Após dias de trabalho minucioso na escultura das matrizes, foram produzidos moldes em silicone de vedação. Em seguida, confeccionamos e refinamos as 96 cópias em gesso necessárias para a composição da obra”, relata o estagiário Daniel, ao detalhar o processo.
Por fim, a chapa de PVC foi cortada e a obra montada com suportes que posicionam os elementos em relevo de maneira próxima à composição representada na gravura original.
A Obra Tátil está exposta na Reitoria da Universidade de Passo Fundo, no prédio J1 do Campus I, e pode ser visitada pela comunidade acadêmica e pelo público em geral.
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