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Faculdade de Direito como ferramenta para crescer profissionalmente

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Arquivo pessoal

Acadêmica de Direito em Casca comenta como a formação a ajuda a buscar crescimento no trabalho

Evelise Tessari Leite integra o corpo da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Para buscar o crescimento na corporação, ela escolheu a Universidade de Passo Fundo e o curso de Direito da UPF Casca como ferramenta de qualificação. Ela relata a rotina da função e como o curso tem feito a diferença no seu dia a dia.

A acadêmica relata que o principal objetivo ao ingressar no curso de Direito foi para ascensão profissional dentro da corporação, uma vez que, para ser capitã, é pré-requisito a conclusão do curso de Direito. “Os conhecimentos construídos no curso me auxiliaram muito no atendimento de ocorrências, na orientação de pessoas, e ampliou a minha percepção sobre as inúmeras possibilidades que uma carreira jurídica pode nos trazer. A UPF possui excelentes professores, capacitados e competentes, que nos dão todo o suporte, compartilhando conhecimento e nos direcionando a buscar as nossas metas”, observa.

Rotina e desafios na Brigada Militar
Evelise relata que o turno de serviço é composto pelo policiamento ostensivo, com o intuito de prevenir possíveis ações delituosas, além do atendimento de ocorrências que são repassadas através do telefone 190. 

Ela explica que o 3° Pelotão de Polícia Montada com sede em Casca, em que está lotada, contempla os munícipios de São Domingos do Sul, Vanini, Santo Antônio do Palma e Casca. “Além disso, participamos de treinamentos no decorrer do ano para aperfeiçoar a técnica. Esses treinamentos incluem defesa pessoal, tiro com armas longas (fuzis, espingardas) e curtas (pistolas), atualizações referentes a procedimentos que envolvem o atendimento de ocorrências, técnicas de abordagem policial, além de sermos submetidas a uma testagem de aptidão física”, pontua.

Para Evelise, apesar de existir um desgaste entre o reconhecimento da comunidade e os serviços prestados pelos policiais, ela recorda que em casa eles sempre foram vistos como pessoas que faziam o bem, que arriscavam suas vidas para proteger outras, enfim, eram vistos como os heróis reais. Ela destaca que essa realidade fez com que ela acreditasse que também poderia fazer algo pela sociedade, atuando ao lado daquelas pessoas que lutam por um mundo melhor. “E hoje após estar a mais de oito anos dentro da corporação aprendi que um policial nunca estará sozinho, por ser uma profissão que a minha vida vai depender também da atuação do meu colega, isso acaba trazendo um sentimento de família entre nós, como dizemos uns aos outros ‘quem tem quartel, sempre terá um teto e receberá apoio’”, relata.

Um novo desafio, surgido em 2020, foi a pandemia da Covid-19. De acordo com Evelise, a maior dificuldade trazida por este novo contexto foi a de conscientizar as pessoas para que evitem as aglomerações. “Estamos próximos de completar um ano dentro desse cenário e a inquietude da população em retornar a rotina tem se intensificado cada vez mais, mas vemos a busca em procurar alternativas junto ao poder municipal para o combate da covid-19 continua, para que juntos sejamos todos vitoriosos e soframos as menores consequências possíveis”, frisa a policial.

Mulheres na Brigada
A acadêmica pondera que, devido a todo o contexto social que envolve as mulheres na sociedade ao longo da história, existem algumas discriminações. Somos olhadas como frágeis e por isso estamos permanentemente dentro de um cenário de provações, provar que podemos conduzir viaturas, provar que podemos portar um fuzil, provar que não vamos ‘deixar na mão’ como eles dizem. É nítido que nossa capacidade física é inferior em relação aos homens, mas isso não quer dizer que não podemos ser linha de frente, temos equipamentos que nos auxiliam para equiparar a força física, como arma de choque, spray de pimenta, entre outros”, relata.

Evelise Tessari Leite com as colegas Andressa Kupcke e Daiane Funck

Contudo, essa realidade vem sendo mudada dentro da instituição com a chegada de cada vez mais mulheres. Ela destaca que um exemplo de que a mulher está ingressando nas carreiras policiais é o fato de que, na região, ela era a única mulher na área do Pelotão. “Fiquei sozinha por mais seis anos, e a cerca de um ano recebi quatro novas colegas, e isso é motivo de comemoração para mim”, pontua.

O preconceito não existe apenas na corporação, mas na sociedade como um todo. Segundo Evelise, na própria comunidade existem alguns preconceitos vindo, inclusive, de outras mulheres. Por isso, em sua opinião, é preciso que as mulheres se imponham para conquistar cada vez mais espaços e essa imposição, para ela, se dá através de um bom serviço prestado, com técnica, com educação e com eficiência. “Como o ingresso das mulheres se deu bem mais tardio dentro da corporação, o comando e a liderança da instituição é realizado predominantemente por homens, mas nós mulheres, devagarinho, estamos conquistando o nosso espaço e logo, logo, também estaremos no topo da pirâmide hierárquica”, conclui.