Geral

Egressa da UPF desenvolve técnica inovadora para retardar envelhecimento facial

24/07/2019

14:20

Por: Assessoria de Imprensa

Fotos: Divulgação

Doris Hexsel, egressa do curso de Medicina, apresentou a técnica em um congresso mundial de Dermatologia, em Milão

Movida pelas queixas dos seus pacientes, a dermatologista passo-fundense Doris Hexsel desenvolveu uma nova alternativa minimamente invasiva para retardar o envelhecimento facial. Pesquisadora e Investigadora principal do Centro Brasileiro de Estudos em Dermatologia (CBED), que é responsável pela condução de mais de 50 estudos clínicos nacionais e internacionais nas áreas de dermatologia clínica, cirúrgica e estética, Doris é uma das profissionais mais conhecidas e reconhecidas no Brasil e no mundo. 

A dermatologista apresentou a nova técnica em Milão, na Itália, na sessão da Sociedade Internacional de Cirurgia Dermatológica que ocorreu em junho. Autora de mais de 160 publicações cientificas, ela esteve na cidade italiana para ministrar quatro aulas e coordenar um curso no Congresso Mundial de Dermatologia. A médica foi escolhida pelo Comitê Internacional do congresso para ser a Embaixadora Brasileira deste que é o maior evento da dermatologia mundial.

Da UPF para o mundo
Autora de seis livros de literatura médica - sendo um deles o primeiro livro mundial a respeito do uso cosmético da toxina botulínica (Botox) e outro sobre celulite para o público leigo - Doris Hexsel, além de ser egressa, ela também foi professora de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) no período de 1989 a 1999. Na área acadêmica, ela também atuou como preceptora da residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, de 2009 a 2015. 

Atualmente, além de pesquisadora da área, Doris é diretora médica das Clínicas Hexsel de Dermatologia no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, atuando principalmente na área de Dermatologia Cosmética e em Cirurgia Dermatológica. Além disso, é a presidente eleita da Sociedade Internacional de Cirurgia Dermatologica (ISDS).

Técnica inovadora
Para o desenvolvimento da inovação, Doris usou uma substância formadora de colágeno - o ácido poli-láctico (PLLA), produto que, segundo ela, têm se mostrado promissor e seguro no tratamento da flacidez facial e corporal e que já está no mercado há mais de 20 anos. “Estamos estudando esta técnica há mais de três anos e, recentemente fizemos um estudo com mais de 30 pacientes observando os resultados em detalhes, inclusive, tomando medidas na flacidez da pele”, comenta a dermatologista.

Segundo ela, o protocolo prevê três aplicações com intervalo de um a dois meses cada uma delas e o resultado foi percebido em algumas pacientes já na primeira aplicação. “Depois da segunda aplicação com a substância estimuladora de colágeno, observamos que as pacientes tiveram um aumento significativo na firmeza da pele, isso medido por um aparelho preciso”, informa ela, que batizou a técnica de “L lift”. O nome se deve ao fato de o PLLA ser injetado em forma de um “L” invertido no rosto dos pacientes: a base do “L” trata a região malar até o couro cabeludo, enquanto a parte vertical do “L” trata a região pré-auricular até o ângulo da mandíbula. “Com a nova formação de colágeno nestas regiões, aumenta-se a firmeza da pele e cria-se uma sustentação dos tecidos, retardando a distensão natural da pele, que ocorre com o passar do tempo e muitas vezes, precocemente, já a partir dos 30 anos”, explica.

Doris se diz muito entusiasmada pela receptividade dos colegas à técnica inovadora e pouco invasiva. E conta que uma das vantagens do procedimento é poder “customizar” os tratamentos, pois, a partir do momento em que a pele se torna mais firme, há também uma melhora dos contornos da face, com muita naturalidade e sem dar volume ao rosto, salvo necessário.

INSCREVA-SE