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Da Rússia para a UPF

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Arquivo pessoal

Mariana Smirnova é natural da Rússia e estuda Letras na UPF. Seu sonho é ser uma especialista em Português, idioma considerado exótico em seu país de origem

“Será que posso entrar em uma universidade brasileira?”. Foi essa a pergunta que marcou o início da caminhada que trouxe Mariana Smirnova da cidade de Veliky Novgorod, na Rússia, direto para o Brasil, mais precisamente, para Carazinho. A resposta foi afirmativa. Mariana conseguiu entrar em uma universidade brasileira e hoje é acadêmica do curso de Letras – Português e Espanhol da Universidade de Passo Fundo (UPF). Uma decisão que, segundo ela, foi “rápida e do nada”. 

Apesar de parecer uma escolha impulsiva, a vinda da acadêmica não foi um completo “tiro no escuro”. Mariana já havia tido a oportunidade de conhecer Passo Fundo e a UPF durante uma experiência de intercâmbio que viveu por meio do Rotary Club de Carazinho. “Achei a cidade bem legal e bonita”, lembra. A decisão de estudar aqui surgiu quando ela viu que a Instituição estava com inscrições abertas para o Vestibular. Ela se inscreveu, passou na prova e ingressou na UPF. 

Uma apaixonada por línguas e ciências humanas, Mariana conta que não imaginava estudar em um país estrangeiro. “Quando percebi que tinha essa possibilidade, escolhi o Brasil porque o português é um idioma único e algo exótico na Rússia”, conta. Segundo ela, existem poucos especialistas no idioma em seu país. Ela mesma teve dificuldades, já que, quando chegou aqui pela primeira vez, só conseguiu se comunicar em inglês e o único português que conhecia se resumia a “Oi, tudo bem?”. “Entendi que tinha que estudar muito o português para ‘sobreviver’”, diz. 

Hoje, já ambientada com o idioma, a estudante tem planos de concluir o curso, se tornar uma especialista em Português e voltar para a Rússia. “Gosto do Brasil, acho lindo, mas não pretendo ficar. Espero, depois de me formar, ingressar em um Mestrado”, conclui.