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Cuidados 24 horas para proteger ovelhas gestantes e cordeiros no frio intenso

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

Estudantes de Medicina Veterinária acompanham ovinos em gestação para garantir partos seguros e primeiros cuidados com os filhotes. É o conhecimento colocado em prática

    Estudantes de Medicina Veterinária se revezam para acompanhar as ovelhas
    em gestação a fim de garantir a segurança das mães e dos filhotes

O nascimento dos cordeiros coincide com a reta final dos meses frios do ano. Neste cenário, sem os cuidados adequados, a morte dos filhotes pode ser recorrente. Nas áreas experimentais da Universidade de Passo Fundo (UPF), os estudantes de Medicina Veterinária se revezam, durante 24 horas, para acompanhar as ovelhas em gestação a fim de garantir a segurança das mães e dos filhotes. 

O professor Dr. Carlos Bondan, responsável pela supervisão dos estudantes, explica que os ovinos são poliéstricos estacionais de dias curtos. Isso significa que as fêmeas entram em atividade reprodutiva quando os dias começam a diminuir, geralmente próximo ao final do mês de março e no mês de abril. Assim, o nascimento dos cordeiros tende a coincidir com a fase final do inverno entre o final de julho, podendo se estender até setembro.

Nesse período de frio mais intenso os recém-nascidos podem passar por um quadro de hipotermia e dependendo do quanto a temperatura corporal diminuir pode levá-los à morte. Os cuidados inicias são fundamentais para intervir em casos de partos difíceis e também garantir que os recém-nascidos mamem o colostro - esse primeiro leite oferece nutrientes e anticorpos fundamentais para a construção da defesa imunológica e para a sobrevivência - o mais rapidamente possível.

O professor explica que o monitoramento dos animais é feito pelos estudantes todos os dias, durante as 24 horas. "Tudo isso é feito por estagiários de iniciação científica com supervisão de professores. O animal está sempre sendo monitorado para garantir que tenha a sobrevivência dos filhotes", explica. Além disso, os animais ficam em um ambiente de confinamento, protegidos do frio, vento e chuva, em um galpão coberto.

Um diferencial de aprendizagem
Experiências como essa proporcionam aos estudantes o contato e vivência com as práticas de uma fazenda. "Temos à disposição dos estudantes, no Centro de Extensão e Pesquisa Agropecuária (Cepagro), entre outras áreas, rebanhos ovino e bovino, clínica médica de ruminantes e produção de ruminantes. São alunos de iniciação científica que atuam nesses trabalhos na fazenda. Esta é uma oportunidade de aprender e treinar habilidades. Não se treina habilidades práticas sem exercer a atividade prática e esse acaba sendo um dos grandes diferenciais do curso", contextualiza o professor.

Para os estudantes
O acadêmico Daylon Dahmer acredita que estágios como esse são importantes por proporcionar essa proximidade e relação de forma direta com os animais. "Além das práticas das aulas precisamos de uma formação complementar e poder realizar essas horas dentro da Universidade fazendo aquilo que se gosta, não tem preço. Outras universidades não conseguem ter essa diversidade dentro do mesmo curso. E ainda temos à disposição o Hospital Veterinário", considera.

Vivências práticas aproximam os acadêmicos das experiências
que terão na vida profissional

Também estudante de Medicina Veterinária, Fábio Zerbielli enfatiza que apesar de o conhecimento teórico ser fundamental, somar ele às atividades práticas é que concretiza o saber do aluno. "Cada dia é um aprendizado. Nas atividades desenvolvidas no Cepagro conseguimos aplicar a verdadeira função que vamos aplicar após a graduação. Temos contato desde o nascimento, passando por todo processo de criação. O Cepagro vem passando por transformações para oportunizar ainda mais a vivência diária dos acadêmicos sempre com a orientação dos professores. É certeza de um alicerce forte para que possamos atuar no mercado de trabalho", completa.