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UPF firma acordo para intercâmbio na Universidade Agostinho Neto, na Angola

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

Iniciativa prevê o intercâmbio de estudantes, professores e pesquisadores, por até dois semestres, visando a disseminação de conhecimento e a cooperação entre as instituições

A Universidade de Passo Fundo (UPF) formalizou, na última semana, mais uma parceria que visa qualificar a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, além de incentivar a produção de conhecimento por parte de professores e pesquisadores da Instituição. A Universidade firmou um acordo de cooperação para intercâmbio com a Universidade Agostinho Neto (UAN), em Luanda, na Angola.

Parceria com a Angola
Apesar de ter sido formalizado na última semana, a parceria com a Universidade Agostinho Neto não é nova. A relação iniciou em 2010, por meio da professora da Faculdade de Direito (FD), Dra. Janaina Rigo Santin. “Em 2020, eu recebi uma bolsa da Capes para realizar o pós-doutorado na Universidade de Lisboa. Lá eu conheci o professor Carlos Teixeira, da UAN e nós dois estudávamos a mesma temática: a minha pesquisa era sobre poder local no Brasil e a dele sobre poder local na Constituição angolana. Por essa similitude de pensamento, acabamos nos aproximando e ele me convidou para conhecer a UAN e ministrar aulas sobre poder local no Brasil para seus estudantes”, conta.

A partir daí a professora estabeleceu uma relação com a instituição angolana e passou a ministrar aulas anualmente no curso de Mestrado em Direito e Governança Local na Angola, junto com o também professor da FD Dr. Giovani Corralo. Além das aulas, os professores também realizam orientação de estudantes de mestrado, participam de bancas públicas e integram o Conselho Científico da universidade angolana, desenvolvendo publicações conjuntas no Brasil e na Angola.

Para a professora, essa parceria entre países do hemisfério sul é extremamente importante e necessária, principalmente neste caso, em que se tratam de dois países que falam o mesmo idioma e tiveram a mesma colonização e, portanto, têm um passado histórico em comum. “Temos muitas coisas em comum, os angolanos são muito receptivos, temos esse passado comum, uma cultura comum que também é muito interessante, sem contar o idioma que facilita muito e que também pode agregar. Além disso, é muito importante nós não nos voltarmos somente para Europa, Estados Unidos, que é o comum. Por que não olhar para outros horizontes? Esse é o momento mais propício para estreitarmos parcerias com o continente africano, principalmente Angola, porque nós temos muito a passar para eles, assim como eles têm a nos ensinar”, pontuou a professora.