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Dedicação reconhecida internacionalmente

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes

Samuel Paludo passou seis meses estudando em Portugal e foi considerado por um dos seus professores como um dos cinco melhores alunos que já teve em toda a sua vida profissional

Quando embarcou para Portugal para seu primeiro intercâmbio, no dia 25 de janeiro, o acadêmico Samuel Coleraus Paludo nem imaginava que voltaria de lá com o reconhecimento que teve. O estudante passou seis meses na Universidade do Minho. Pouco antes de retornar, recebeu um e-mail que comprovou que todo o esforço e a dedicação que teve com os estudos valeu a pena. Enviado pelo professor Paulo José Guimarães Garrido, da disciplina de Controlo Digital, o texto dizia que a cereja do bolo do semestre teria sido a sorte de ter Samuel como aluno “Seguramente um dos meus cinco melhores alunos de sempre – e leciono desde o ano académico de 1982/83”, escreveu.  

Samuel conta que ficou muito feliz quando leu o e-mail. Segundo o estudante, no início das aulas ele tinha achado a disciplina bastante complicada. E em função disso, acabou se dedicando muito para conseguir acompanhar a turma. “No final, eu sabia que tinha tido um bom desempenho nessa disciplina. Mas no início das aulas, nem nas melhores expectativas eu imaginava que teria esse desempenho. Foi uma matéria a que eu me dediquei bastante, tive que estudar muito e não esperava um e-mail assim. Mas é bom você ver que se todo o esforço, toda a dedicação gerou um resultado positivo”, contou. 

Experiência positiva
Perto de concluir o curso na UPF, o estudante, natural de Nova Alvorada, garante que a experiência do intercâmbio é muito boa porque tudo que se vive nesse período, a universidade, as pessoas, os países, é novo. “É uma experiência muito positiva pelo conhecimento que você ganha, pela experiência que adquire. Lógico que nem tudo é fácil, tem momentos que você precisa sair da zona de conforto, mas vejo que tudo que você passa, sendo fácil ou não, é um aprendizado e isso é positivo”, pontuou. Para ele, o tempo que passou fora permitiu que ele visse o mundo de uma forma diferente e isso acabou mudando seu jeito de pensar e viver as coisas. “Faço uma analogia de que você passa alguns meses fora, mas é tudo tão intenso que é como se tivesse passado anos. Da mesma forma que, quando você volta, as coisas estão iguais e parece que você saiu por apenas algumas semanas. É muito bom, foi incrível”, completou. 

Sobre as diferenças entre os países e as universidades, Samuel garante que quando olha para tudo que fez vê que, de forma geral, os mundos não são tão diferentes assim. “As aulas, os professores, as metodologias, acabam sendo bem parecidas. Você percebe algumas mudanças em alguma aula ou na forma como os colegas se organizam, mas hoje, olhando para trás, eu não vejo tanta diferença. Lógico que quando você chega, sem conhecer ninguém, sem conhecer nada, você fica com dúvidas e isso gera um pouco de medo, mas quando você passa, vê que é bem tranquilo”, garantiu.

Para o estudante, além dos elogios do professor, as principais bagagens que irá carregar dessa vivência são a experiência e a confiança. “Eu vejo primeiro a questão, por si só, de uma experiência. Quando você sai e vai para outro país, mesmo que as coisas sejam parecidas, só pelo fato de ver de uma outra perspectiva, já adquire um conhecimento capaz de abrir sua visão para outras coisas que você não veria. Outro ponto é a confiança, dá mais confiança para fazer qualquer coisa, você tem mais experiência e sabe como fazer”, ressaltou o jovem que, se depender do retorno do professor Paulo José pode ter muita confiança de que sabe fazer. “Claro que, julgo eu, responder às perguntas que coloquei nos testes tão bem como eu o faria, ou talvez melhor, não vem apenas do mérito: vem seguramente de um incrível talento, ou melhor, instinto para ser engenheiro. Uma pessoa deve reconhecer um fenômeno quando um passa por ela”, concluiu no e-mail.