Curso de extensão

Respeito às diferenças e aos direitos humanos nas relações laborais

  • Dias 23 e 30 de outubro

  • sábado das 14h às 18h

  • 100% on-line

Segundo o IBGE, enquanto os profissionais do sexo masculino receberam R$ 2.555  acima da média nacional de R$ 2.308 -, as mulheres ganharam R$ 1.985. As mulheres são maioria entre quem busca trabalho e não encontra. Em agosto, 12,9 milhões de brasileiros estavam na fila do desemprego e a taxa de mulheres sem trabalho é de 16,2%, maior que a média nacional de 14,4% e que a taxa de homens, de 11,7%. Um dos principais motivos para essa diferença está na maternidade. Um estudo do Ipea identificou que o número de mulheres que trabalham cai de 60,2% (um ano antes da gravidez) para 45,4% nos primeiros seis meses de vida do bebê. Já uma pesquisa da FGV revela que metade das profissionais que se tornam mães são demitidas até dois anos depois que acaba a licença-maternidade. Em relação a população LGBT no mundo do trabalho 43% de 230 entrevistados dizem ter sofrido discriminação por sua orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente de trabalho (estudo feito pela Consultoria Santo Caos). Outro estudo, ainda mais alarmante, elaborado pela empresa Elancers, constata-se que 38% das empresas brasileiras não contratariam pessoas LGBT para cargos de chefia, e 7% não contratariam em hipótese alguma. 61% dos funcionários LGBTTTs optam por esconder a sexualidade de colegas e gestores. 10% de toda população trans possui empregos formais, em sua maioria cargos relacionados ao não uso da imagem, como telemarketing, ou em serviços públicos, onde a seleção se dá por meio de provas e não processos seletivos tradicionais. 90% das travestis/transsexuais ainda estão se prostituindo no país por não conseguirem oportunidade de trabalho formal (dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais). 70% da trans população no Rio de Janeiro está desempregada, e que 30% desse número está em situação de rua. O preconceito racial no mercado de trabalho pode ser negado por empregadores, mas é facilmente percebido quando os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do quarto trimestre de 2016 apontam que: a taxa de desemprego no Brasil é maior entre a população negra (14,4%), seguido da população parda (14,1%) e, em menor proporção, para o grupo de brancos (9,5%). Além de menor espaço no cenário do trabalho formal, é comprovado que, mesmo sendo a maior parte da população (50,7%) negros recebem os menores salários e enfrentam mais barreiras para ocupar altos cargos. No mundo do trabalho, o estigma e a discriminação influenciam os níveis de eficiência e produção, o bem-estar laboral e o próprio acesso ou permanência em um trabalho decente. Deste modo, o curso se justifica ao contribuir com a formação de profissionais, gestores e funcionários das empresas interessadas, possibilitando o reconhecimento dos preconceitos no ambiente de trabalho e promovendo o respeito à diversidade, pautas centrais na busca da garantia dos direitos humanos.

Objetivos
- Identificar e compreender a existência de preconceitos de raça, etnia, gênero e sexualidade no mundo laboral;
- Refletir acerca das formas de exclusão a que as mulheres, negros/as e LGBTQIA+ estão submetidos na sociedade atual;
- Desenvolver um pensamento crítico frente à naturalização dos preconceitos instituídos socialmente;
- Promover o respeito à diversidade no ambiente de trabalho;
-Acessar e compreender as possibilidades de repercussão e responsabilização jurídica do preconceito: assédio sexual e moral, injúria de raça, racismo.

Inscrições
De 23.08 a 19.10

Período de realização do curso
Dias 23 e 30 de outubro
Horário: sábado das 14h às 18h
Local: 100% on-line - Google Meet
Carga horária: 8h 

Investimento
Aluno, Egresso, Professor e Funcionário UPF - R$ 250,00 - podendo ser parcelado em até 4x no cartão de crédito
Desconto 10% à vista: R$ 225,00
Público em Geral – R$ 250,00 - podendo ser parcelado em até 4x no cartão de crédito
Desconto 5% à vista: R$ 237,50

Ministrantes

Patricia Ketzer
Possui graduação (2008) e mestrado (2010) em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2015). Atualmente é professor adjunto II da Universidade de Passo Fundo, onde coordena a especialização em Ciências Sociais e o Projeto de Extensão em Economia Solidária e Equidade de Gênero. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: injustiças epistêmicas, epistemologia feminista, questões de gênero.

Josiane Petry Faria
Possui pós-doutoramento no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Rio Grande. Doutora pela Universidade de Santa Cruz do Sul (2015), com bolsa Prosup e PDSE Capes na Universidade de Sevilla/Espanha (2015). Mestra em Direitos Fundamentais e Relações de Trabalho pela Universidade de Caxias do Sul (2005). Especialista em Ciência Política pela Universidade Federal de Pelotas (2002). Graduada em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (2000). Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação Mestrado em Direito da Universidade de Passo Fundo. Professora Titular da Faculdade de Direito UPF. Vice-Presidente da Comissão da Mulher Advogada Passo Fundo/RS. Membra convidada da Comissão Estadual da Mulher Advogada. Conselheira do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM). Coordenadora do Programa de Extensão universitária PROJUR Mulher e Diversidade. Membra do Conselho Editorial do CONPEDI. Coordenadora do grupo de pesquisa Dimensões do Poder, Gênero e Diversidade do PPGDireito, Linha de pesquisa Relações Sociais e Dimensões do Poder, com ênfase em ciências criminais, gênero, relações de poder, diversidade e direitos humanos. Pesquisadora do GTJUS/Grupo Transdisciplinar em Pesquisa Jurídica para a Sustentabilidade. Advogada.

Coordenação

Patricia Ketzer - patriciak@upf.br

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