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Movimento do conhecimento

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes e divulgação

Seminário Institucional dos Programas Pibid e Residência Pedagógica foi realizado nessa quarta-feira, dia 6 de novembro, na UPF

Acadêmicos e professores dos 13 cursos de licenciatura da Universidade de Passo Fundo (UPF) estiveram reunidos, na noite dessa quarta-feira, 6 de novembro, no Centro de Eventos, para o Seminário Institucional dos Programas Pibid e Residência Pedagógica. Realizado anualmente na Instituição, o Seminário é uma ação para socializar o impacto do Pibid e da Residência Pedagógica na formação dos acadêmicos das licenciaturas da UPF, bem como enfatizar a importância da relação com as escolas de educação básica parceiras dos Programas. 

A programação do Seminário iniciou ainda durante a tarde, com atividades de avaliação dos projetos. Coordenadora do Programa Residência Pedagógica, a professora Dra. Luciane Spanhol Bordignon destacou esse momento de avaliação. “O Programa Residência Pedagógica está na primeira edição na UPF, nós contamos com duas turmas de Educação Física, uma em Passo Fundo e uma em Soledade. Então, foi uma experiência piloto, que deu muito certo. Os estudantes tiveram um envolvimento muito legal nas escolas. Acredito que é uma articulação muito importante da universidade com a educação básica e não da universidade para a educação básica”, contou. 

À noite, a programação iniciou com a apresentação do Núcleo Suzuki de Violinos e um momento de dança proposto pelos professores e acadêmicos do curso de Educação Física. Presente no evento, o vice-reitor de Graduação, professor Dr. Edison Alencar Casagranda, parabenizou os estudantes e professores pelas atividades e ressaltou a riqueza do envolvimento e vínculo que os programas desenvolvem com a educação básica. “São atividades que envolvem a iniciação à docência, envolvem nossos estudantes e envolvem a relação específica com a educação básica. Para nós, é muito importante que os 13 cursos de licenciatura da UPF tenham essa experiência que vem se enriquecendo significativamente a cada ano. Nos últimos, de modo especial, tenho observado uma forte tendência interdisciplinar. A gente percebe todos muito integrados, trabalhando, atuando nas escolas. E a UPF é parceira nisso”, pontuou. 

Os desafios da docência
Além da avaliação das atividades, o Seminário também contou com a conferência “Desafios da docência hoje”, com o professor Dr. Nilton Mullet Pereira (UFRGS). Em sua fala, o professor buscou problematizar as ideias de desafio e de atualidade. “São conceitos dos quais se tem falado muito nos últimos tempos. Se fala em tempos difíceis, em tempos obscuros e em todos os desafios que isso implica para a sala de aula. Por isso, quero usar alguns conceitos para pensar, tanto sobre o momento em que vivemos e pelo qual a docência passa quanto sobre o que a gente está chamando de desafio”, explicou Pereira. 

Na opinião do conferencista, o desafio mais atual é o desafio do medo. “Do que se pode e o que não se pode falar e que tem tornado a sala de aula um lugar onde as relações não podem acontecer naturalmente. É esse desafio da vigilância, do controle, de filmar a sala de aula, de reclamar uma certa neutralidade, objetividade, uma discussão que a ciência já tinha passado há bastante tempo e que hoje em dia é uma discussão simplória”, frisou acrescentando ainda o desafio da inclusão. “Creio que o Brasil conseguiu, mal ou bem, incluir as crianças e os jovens na escola. No entanto, obviamente, a escola não tem só alunos que estão com vontade de estudar, mas tem alunos com vulnerabilidade social gravíssima, alunos com deficiência, e todos eles têm dificuldades de entender os conceitos que os professores lhes ensinam. Então, esse é um desafio que persiste que também é atual, e a gente tem que pensar em como dar conta”, completou. 

Apesar dos inúmeros desafios, o professor acredita que é preciso não pensar apenas no que é ruim. “Acho que só pensar em termos de agruras, de desespero e de desolação não é legal. Acho que tem que pensar criativamente, tem que pensar as nossas disciplinas e o que elas podem produzir de interessante para a vida, porque senão a gente acaba em um ciclo de reclamar que não constrói nada novo e muito menos nos tira dessa situação”, finalizou.