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Mais qualidade de vida a pessoas com deficiência

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

Desenvolvido pela UPF e Apace, projeto de extensão Bike Acessível realiza diversas atividades físicas que permitem que pessoas com deficiência tenham mais autonomia e independência

O caráter comunitário da Universidade de Passo Fundo (UPF) aproxima as suas ações da comunidade a qual está inserida. Dentre elas, há o projeto de extensão Bike Acessível, desenvolvido pelo curso de Educação Física em parceria com a Associação Passo-Fundense de Cegos (Apace), o qual objetiva proporcionar a pessoas com deficiência, especialmente cegos e surdos, atividades de inclusão, e desenvolver habilidades que favoreçam inclusão, automia de deslocamento e qualidade de vida.

O projeto, que ocorre na Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff), já deu início as ações neste ano de 2020. No Bike Acessível, são realizadas atividades com bicicletas adaptadas da Apace, além de musculação na academia da unidade acadêmica, dança e treinamento funcional durante três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas-feiras. Segundo o professor responsável, Me. Márcio Tellechea Leiria, que conta com a ajuda de acadêmicos bolsistas de Educação Física e voluntários, as práticas executadas com os participantes são importantes pois elas dão autonomia aos usuários.

Resgate da sensação de liberdade
O Bike Acessível é um projeto de extensão que existe há cerca de 10 anos. Em 2019, foram atendidos em torno de 30 pacientes. Um deles se chama Everton de Souza, que participa do projeto há oito anos. Segundo ele, as atividades contribuem com a sua qualidade de vida e o seu desenvolvimento pessoal como pessoa com deficiência visual. “Por meio do projeto, tive, novamente, a possibilidade de retornar a andar de bicicleta, já que, durante a minha adolescência, devido a minha baixa visão, conseguia pedalar em ruas pouco movimentadas. Com o passar do tempo, a visão ficou mais prejudicada, o que tornou a prática mais difícil. Poder voltar a andar de bicicleta resgatou uma sensação de liberdade, além de ter mais resistência física, noções de direcionalidade, lateralidade, motricidade ampla e noção espacial”, comenta. 

Souza também destaca as ações do projeto desenvolvidas na academia e na dança. “Na academia, são trabalhadas questões de fortalecimento, principalmente de membros inferiores, e postura corporal, nos possibilitando a ter uma vida mais ativa na sociedade. A dança auxilia na inclusão, no ritmo, no sincronismo. Aprendemos a dançar a de salão de maneira correta. De uma forma geral, o Bike Acessível ajuda na integração e no relacionamento em grupo”, finaliza.

Mais informações sobre o projeto de extensão Bike Acessível podem ser obtidas junto à Feff, pelo telefone (54) 3316-8380.