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Gavião fêmea é submetido a biópsia no Hospital Veterinário da UPF

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes

Animal da espécie asa de telha apresentava problemas respiratórios e passou pelo procedimento na manhã desta sexta-feira, dia 15 de março

Um gavião fêmea da espécie asa de telha foi submetido a uma biópsia no Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF). O procedimento, realizado na manhã desta sexta-feira, teve como objetivo investigar uma massa presente nos sacos aéreos do animal e que dificultava sua respiração. A cirurgia foi comandada pela professora do curso de Medicina Veterinária Me. Michelli de Ataide, com o auxílio do professor Maurício Brum, da Universidade Federal de Santa Maria, do médico-veterinário Bernardo Antunes, do anestesista Luis Bedendo, além de acadêmicos e residentes do curso. 

Buma, como é chamado o gavião, tem um ano e é o animal de estimação do biólogo e egresso da UPF Rodrigo Marques. Em julho do ano passado, a ave iniciou com uma crise respiratória. De acordo com a professora Michelli, a equipe começou a acompanhar o quadro, a tratou e, inicialmente, ela melhorou. “Mesmo com o tratamento, ela continua apresentando nódulos no saco aéreo. Desde então, a gente vem acompanhando por imagens, e ele só aumenta. Então, nós resolvemos fazer uma biópsia para analisar esses nódulos”, explicou a professora, que nunca havia feito um procedimento como esse em um gavião.

A cirurgia de diagnóstico foi feita por meio de videolaparoscopia, que é menos invasiva e mais detalhista, segundo a professora. “Por vídeo, a gente consegue ver bem certo os detalhes e até avaliar se futuramente precisa de cirurgia, traçando um plano cirúrgico”, contou. Por meio de uma pequena incisão, os médicos retiraram fragmentos do saco aéreo e do pulmão de Buma, que agora irão para análise. 

Após o procedimento, Buma ficou internada no Hospital, em recuperação. “Ela vai ficar internada até a gente avaliar. Como nós entramos na área respiratória, vamos acompanhar se ela vai se recuperar bem, se vai respirar normalmente. Hoje mesmo, se tudo correr bem, ela já vai embora. E a gente aguarda o resultado das biópsias para saber como proceder ao tratamento, se é cirúrgico, se é quimioterápico, se é com antibiótico”, concluiu a professora Michelli. 

A previsão é de que o resultado deva levar em torno de 10 a 20 dias.