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Aprender e fazer parte da história

  • Por: Caroline Simor / Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Sandra Vanini

O que você estava fazendo no momento de grandes acontecimentos históricos? Você foi um expectador ou foi parte do processo? Para alguns acadêmicos do curso de Enfermagem da UPF a resposta é: estavam aprendendo e fazendo parte da história. Com o início da campanha de vacinação da Covid-19 em Passo Fundo, estudantes de diversos cursos da área da saúde da UPF buscaram se engajar nas ações

O primeiro caso de Coronavírus no país completou um ano na última semana. Neste mês, se completam 365 dias do início do isolamento social e das medidas restritivas adotadas pelos governos para evitar a disseminação do vírus. Ao longo desse período o maior desejo de toda sociedade foi a descoberta da vacina. E ela veio. Em Passo Fundo a campanha de vacinação iniciou em fevereiro com a aplicação, primeiramente, nos grupos de risco.

Como forma de integrar os acadêmicos à realidade e dentro dos objetivos do curso de formar profissionais atentos às demandas da sociedade, um grupo de voluntários do curso de Enfermagem da UPF está atuando na campanha. De acordo com a professora Me. Sandra Vanini, que acompanha os estudantes na ação, o momento pede solidariedade e envolvimento, princípios que são repassados dentro do currículo da graduação. “Entendo que o curso de Enfermagem tem em sua característica essa questão de envolvimento e comprometimento com a comunidade. Hoje vivemos o pior cenário da pandemia, mas antes disso, já havíamos iniciado um movimento com o Teleatendimento, na vigilância epidemiológica, no projeto redes”, comenta.

Etapa foi realizada no CTG Lalau Miranda

Conhecimentos colocados em prática

Diante do agravamento da pandemia e com a chegada da vacina, Sandra pontua que cada ajuda é bem-vinda e que, quanto mais unidos, mais rápido e melhor será esse movimento de imunização. “Organizamos um grupo de voluntários para ajudar no processo e agilizar o atendimento para que, o quanto antes, estejamos melhores. Essa adesão ao trabalho voluntário é reflexo do perfil trabalhado no curso. Em sala de aula buscamos incentivar a saída dos muros da Universidade, a proatividade e o envolvimento social”, destaca a professora, ressaltando que, além de ensinar a parte técnica, o objetivo do curso é formar profissionais comprometidos com a comunidade e na promoção da saúde.

Sandrini dos Santos Cato é uma das voluntárias. No 6º semestre do curso, ela garante que está sendo uma experiência gratificante poder participar de um momento tão esperado diante da realidade vivida no mundo. Para a acadêmica, mais do que apenas vacinar, fazer parte da campanha é espalhar a esperança na vida de cada um que recebe a vacina. “É de extrema importância, na minha vida profissional quanto pessoal, saber que o enfermeiro é uma peça essencial para esta evolução, não só no Brasil e sim no mundo todo. E ver o olhar de felicidade de cada um recebendo a vacina e agradecendo aos enfermeiros, a nós futuros enfermeiros, ao SUS, a todos que fazem parte deste avanço, é um sentimento que transborda alegria, esperança e muita gratidão”, relata a acadêmica.

A estudante lembra que os desafios ainda são grandes e que a pandemia está longe de acabar. Contudo, a alegria em fazer parte da história é motivação para seguir trabalhando. “Saber que um dia vamos poder contar isso para nossos netos e que fizemos parte deste marco na vida da saúde, com certeza será uma história emocionante. Devemos lembrar que a vacina é o início do fim, mas que ainda não acabou a pandemia, a campanha também tem o objetivo de conscientizar as pessoas, que devemos ter consciência e enfrentar com cautela essa pandemia, sempre respeitando o distanciamento social e usando EPI’S necessários, observa.

Ao receber o convite para participar do grupo organizado pela professora Sandra, Carine Madalosso Rabello sentiu-se privilegiada por poder participar ativamente de um momento tão importante para a comunidade. A acadêmica pretende permanecer na campanha até que ela esteja concluída e relata que o sentimento é de esperança. “Viver uma pandemia é uma experiência marcante, com uma enorme oportunidade de aprendizado em todos os sentidos. Acho fundamental a participação dos estudantes de enfermagem neste momento, colocamos em prática o que aprendemos na graduação. Escolhemos a profissão por amor ao que fazemos é para ajudar ao próximo e todos estamos realmente comprometidos com a causa, não fugimos de nossas responsabilidades”, opina Carine, observando que espera um maior reconhecimento da profissão ao final de todo esse momento pandêmico.

Uma grata e emocionante surpresa

O sentimento de esperança e de um futuro melhor, relatados pelas acadêmicas, é transformado em sorrisos e alívios quando quem está vacinando encontra alguém querido. Foi o que aconteceu com o acadêmico Vanderlei Machado Dos Santos Júnior. No sábado, enquanto vacinava diversos idosos que chegavam ao CTG Lalau Miranda, ele se deparou com o avô, João Francisco de Machado Maia. 

Vanderlei atendeu ao avô, seu João Francisco

Segundo Vanderlei, o voluntariado surgiu como uma necessidade pessoal de ajudar as pessoas com o conhecimento adquirido durante o curso. “Vendo a necessidade de auxílio para a campanha de vacinação não pensei duas vezes e me voluntariei, também porque queria participar deste momento histórico para a humanidade, que é, após um ano do início da pandemia do Covid-19, enfim uma campanha de vacinação que se torna uma esperança para mim e para a sociedade de dias melhores”, pontua.

Com a sensação de dever cumprido, ele ainda teve a oportunidade de aplicar a injeção no avô e, ao fazer parte da história, também pode cuidar da sua própria. “Foi um momento inesquecível e a oportunidade de poder retribuir um pouco do carinho e cuidado que a minha família tem por mim”, frisa.