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Setembro amarelo: 6 fatos que provam por que ainda precisamos falar de suicídio

  • Por: Revista Galileu
  • Fotos: Reprodução

Essa é uma das principais causas de morte no mundo inteiro (são mais de 800 mil por ano). No Brasil, os jovens estão entre os que mais tiram a própria vida.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de países com estratégias nacionais de prevenção ao suicídio aumentou nos cinco anos. No entanto, são apenas 38 as nações que possuem esse tipo de programa, de acordo com a OMS.

Para saber quais são as formas mais eficazes de reduzir os casos de suicídio globalmente, é preciso fazer um monitoramento regular em todos os países - o que não acontece na prática: em 2016, apenas 80 dos 183 Estados Membros da OMS possuíam dados de boa qualidade sobre isso - e maioria são países ricos.

Nesse 10 de setembro, Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, veja dados divulgados pela OMS que provam que ainda precisamos falar do assunto:
1. Uma pessoa morre a cada 40 segundos
Apesar do progresso nos programas de prevenção, os dados ainda são assustadoramente altos: uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio. Em comunicado, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesu, lembra que o suicídio pode ser evitado (saiba mais no item 5).

2. A taxa de suicídio é mais alta nos países ricos
A taxa global de suicídio é 10,5 casos para cada 100 mil habitantes, segundo um levantamento global feito em 2016 pela OMS. Mas os índices variam bastante entre países: apesar de 79% dos suicídios no mundo terem acontecido em nações de baixa e média renda, os territórios ricos concentram a maior prevalência, 11,5 episódios a cada 100 mil pessoas.

Além disso, há diferenças entre homens e mulheres: a taxa de suicídio é quase três vezes maior entre eles nos países de alta renda. Já em lugares mais pobres, os índices são mais equilibrados entre os sexos.

3. Segunda principal causa de morte entre jovens
O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos; só fica atrás de acidentes nas estradas. Entre os adolescentes de 15 a 19 anos, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre meninas e a terceira principal causa de morte em meninos.

4. Todo ano, 800 mil pessoas morrem por suicídio 
Com 800 mil mortes, o suicídio está entre as 20 principais causas de morte em todo o mundo. Mais pessoas perdem a vida para esse problema do que para doenças como malária e câncer de mama ou mesmo guerra e homicídio.

5. O suicídio é evitável
Considerando que as principais formas de suicídio são enforcamento, ingestão de pesticidas e armas de fogo, é possível tomar medidas para evitá-lo. De acordo com a OMS, algumas delas são: restringir o acesso aos meios pelos quais a pessoa pode se matar; educar a mídia sobre denúncia responsável de suicídio; implementar programas entre os jovens para desenvolver habilidades que os permitam lidar com o estresse; identificação precoce, gerenciamento e acompanhamento de pessoas em risco de suicídio.

Segundo a OMS, há cada vez mais evidências de que proibir certos pesticidas pode levar a uma redução nas taxas nacionais de suicídio. O país mais estudado é o Sri Lanka, onde uma série de proibições reduziu em 70% os suicídios. Estima-se que 93 mil vidas foram salvas entre 1995 e 2015.

6. Casos aumentam no Brasil
O assunto tem importância ainda maior no Brasil: a cada 46 minutos, alguém tira a própria vida. Mais preocupante ainda é o fato de que, ao acontrário do que vem acontecendo no resto do mundo, os índices de suicídio crescem por aqui, especialmente entre os mais novos.

Segundo uma pesquisa publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria, a taxa de suicídio entre adolescentes de 10 a 19 anos aumentou 24% entre os anos de 2006 e 2015, considerando os moradores das maiores cidades brasileiras. De acordo com o Ministério da Saúde, é a quarta maior causa de morte em jovens no nosso país.