Universidade

Colecionador doa acervo de mil peças da Revolução Farroupilha a museu no RS

02/03/2020

16:02

Por: Fonte: Revista Galileu

Espadas, brasões, livros e outros pertences do gaúcho conhecido como Tchê Volni serão expostos no Museu Histórico Farroupilha, no interior do Rio Grande do Sul

Entre os anos 1835 e 1845, o Rio Grande do Sul entrou em guerra contra o governo imperial na Revolução Farroupilha, movimento de revolta civil mais longo da história do Brasil. No fim de 2019, esse "capítulo" ganhou mais algumas páginas após a doação de um acervo de quase mil peças feita pelo colecionador Volnir Júnior dos Santos, conhecido como Tchê Volni, ao Museu Histórico Farroupilha.

Localizado em Piratini, cidade que durante a guerra foi declarada a primeira capital da República Rio-Grandense, o museu existe desde 1953 com um acervo menor que o recebido na doação (cerca de 600 peças).

Os novos itens, que totalizam 401 quilos, vão de livros a artefatos como balas de canhão, armamentos, moedas com o cunho da República Rio-Grandense e o passaporte que dava acesso ao território farrapo no período. Eles serão expostos a partir de setembro de 2020, quando a revolução completa 184 anos.

O acervo pessoal é fruto de mais de 20 anos de coleção. “Tudo começou com o propósito espiritual e pessoal de aprender sobre a República Rio-Grandense. Nunca acreditei que foi só pelo preço do charque [os altos impostos sobre o charque como pano de fundo para motivar a Revolução Farroupilha]”, disse Santos, que atualmente mora em Natal, no Rio Grande do Norte, em nota divulgada à imprensa.

Para receber as peças, o museu está passando por uma reforma e ganhando reforço em seu sistema de segurança. Enquanto isso, os materiais são catalogados pela Secretaria da Cultura estadual.

“Com esta doação extraordinária e a qualificação das instalações do Museu para recebê-la, […] Piratini agora passa a ser uma referência para pesquisadores e pessoas interessadas em conhecer um pouco mais da nossa história", escreveu a secretária estadual de Cultura, Beatriz Araújo, em nota.

 

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