Notícias UPF

UPF presente no VIII Congreso Internacional de la Lengua Española

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

Realizado na cidade Córdoba, na Argentina, o VIII Congreso Internacional de la Lengua Española  (CILE) reuniu, entre os dias 27 e 30 de março, 150 conferencistas de 32 países, sendo 11 países não hispânicos. Foram quatro dias de intensa programação, com conferências, mesas de debates, lançamento de livros, apresentações artísticas e exposições de arte. A Universidade de Passo Fundo (UPF) esteve representada por um grupo de professores e estudantes, liderados pela coordenadora da área de Línguas Estrangeiras da UPF, professora Me. Rosane Innig Zimmermann. 

As atividades começaram ainda na segunda-feira, dia 25, quando o grupo da UPF participou das Jornadas Internacionales para Profesores de Español, que teve como tema central “El español en el mundo y los mundos del español”.  O evento contou com o renomado gramático Francisco Matte Bon, e a especialista em elaboração de materiais didáticos de espanhol como língua estrangeira Neus Sans.  

O CILE iniciou na quarta-feira, dia 27, com uma ampla programação que se estendeu até sábado, dia 30 de abril. A conferência de abertura foi proferida pela escritora Nélida Piñon, com o tema “El español, lengua universal”, em que traçou um panorama histórico sobre a língua espanhola desde a Idade Média até nossos dias, com pinceladas sobre os principais escritores de cada época.  O evento também versou sobre diferentes temas como: Língua e interculturalidade; O espanhol e a sociedade digital; A língua da inteligência artificial; Desafios do espanhol na educação do século XXI; O valor do espanhol como língua de culturas; entre outros.  

De acordo com a professora Rosane, participar do Congresso foi uma experiência fantástica pela qualidade das conferências, pela diversidade cultural e a pluralidade linguística, já que o evento congregava autores e especialistas de diferentes países. “O ponto alto foi termos conseguido estar presentes ao lançamento da edição comemorativa do livro Rayuela, de Julio Cortázar, momento que contou com conferência do Nobel de Literatura de 2010, o escritor Mario Vargas Llosa. Foi uma noite inesquecível”, destacou. 

Para a aluna Carleane Maraschin Silveira, o congresso possibilitou uma experiência incrível. “Além da imersão na língua, pude acompanhar diversos painéis sobre assuntos distintos, sempre envolvendo a língua espanhola, e também tive contato com pessoas de vários países que buscam também um maior reconhecimento da língua em âmbito mundial, o que foi inexplicável. Eu me surpreendi com a magnitude do evento, que trouxe muitas pessoas importantes e especialistas para conversarem conosco. Agradeço ao grupo de professoras e amigas por estarem comigo nesse momento tão especial da minha formação acadêmica”, disse. 

Já a aluna Angélica Duarte Lorenço ressaltou os dias de aprendizado e conhecimento vividos durante o Congresso. “Voltei com uma bagagem cultural e acadêmica enorme. Como futura professora de espanhol, o Congresso  e a imersão em outra cultura me proporcionaram muito conhecimento. O aprendizado foi maravilhoso e surpreendeu minhas expectativas em todos os aspectos. Fiquei muito feliz em poder ter a possibilidade de aprender mais em um congresso internacional de língua espanhola. Aprendi muito observando, escutando e falando em espanhol com os diferentes países da língua. Isso foi valioso e enriquecedor”, pontuou.

A professora Dra.  Gisele Benck de Moraes avaliou que a participação no evento foi importante, pois fez com que professores e alunos de vários países pudessem compartilhar experiências diversas em relação ao uso da língua e discutissem o papel que ocupa o espanhol hoje no mundo. “Muitas experiências compartilhadas discutiam desde questões de avanço tecnológico em relação ao idioma como também fatores históricos que influenciam ainda no processo de ensino e aprendizagem. Para os alunos, foi uma experiência única, pois durante uma semana puderem viver intensamente a língua para a qual estão sendo preparados como docentes”, completou.

Espanhol é a segunda língua mais estudada no mundo
Atualmente, são mais de 488 milhões de hispânicos no mundo e há mais 583 milhões de falantes de língua espanhola. É a segunda língua estrangeira mais estudada no mundo. Segundo o professor Trevor Dadson, especialista inglês em tradução, há uma demanda de mais de 4 mil professores de Espanhol como Língua Estrangeira no Reino Unido. Na China, há 60 milhões de estudantes de espanhol como língua estrangeira, sendo que seu ensino será adotado desde escola primária naquele país.

Para a professora Olga Fernández Latour, o espanhol é uma língua herdeira de culturas, com contribuições de diversas outras línguas. Ela frisou que mais de 4 mil palavras espanholas são de origem árabe devido à presença dos mouros e dos islâmicos africanos na Espanha por vários séculos.  Com as viagens às Américas, novas contribuições enriqueceram a língua espanhola, com as combinações constitutivas de culturas. O espanhol é, também, uma língua geradora de culturas, pela diversidade linguística dos povos que conformam o mundo hispânico. 

Encontro
No próximo dia 10 de abril, às 19h20min, os professores e estudantes que participaram do Congresso realizarão um encontro com todos os acadêmicos do curso de Letras para compartilhar a experiência e os conhecimentos adquiridos.