Universidade

Orgulhe-se de ser quem você é

28/06/2021

13:07

Por: Caroline Simor / Assessoria de Imprensa UPF

Fotos: Carla Vailatti / Leonardo Andreoli

Uma Universidade é, de certa forma, um universo. De possibilidades, de aprendizados, de vivências e de pessoas. Pessoas que trazem suas experiências e histórias e que, na UPF, buscam um espaço de respeito, de formação para um mundo melhor. No Dia do Orgulho LGBTQIA+, a Universidade evidencia a voz de pessoas que encontraram aqui um lugar para orgulharem-se por serem quem são.

Embora muitos avanços sociais tenham sido conquistados ao longo dos últimos anos, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais, queers, intesexuais e assexuais ainda lutam por respeito, espaços no mercado de trabalho, paridade de direitos e aceitação na sociedade. Um caminho que a egressa Carolina Vieira Leite, conhece de perto. Formada em Psicologia pela UPF, ela aproveitou bem as oportunidade de atuação enquanto acadêmica, participando de projetos de extensão, eventos, atividades e formações que permitiram uma visão mais ampla de mundo.

Carolina lembra que teve condições de obter uma formação não apenas teórica, mas bastante prática e plural, permitindo um olhar a partir de outras áreas do conhecimento. “Para mim foi muito mais fácil ser quem sou, uma vez que na Psicologia trabalhamos o tema da diversidade e assuntos de cunho social, que impactam na vida das pessoas. Pude atuar em reuniões de estudos onde tive contato com essa diversidade, pude aprender mais sobre identidade de gênero, questões psicológicas e fisiológicas”, relembra a egressa, que hoje atua na área clínica.

Em sua opinião, a UPF acaba sendo uma refúgio e um acolhimento. “Muitas vezes a pessoa vive em um ambiente que não a aceita como é, e aqui, dentro da Universidade, com os colegas e professores, ela consegue se aceitar, aceitar o próximo, conviver com a diferença e, para além disso, viver de forma plena”, ressalta.

Orgulho é?
"Orgulho para mim, é honrar e lutar por tudo aquilo que me compõe. É transformar, dia após dia, a vida em algo leve e despida de qualquer amarra que possa vir a me prender e prender qualquer indivíduo de ser quem se é".

Este espaço plural foi o que atraiu Diego Kobusseski. Acadêmico do curso de Serviço Social, ele pesquisou projetos de extensão oferecidos pela Instituição e encontrou no “Diversidades: Visibilidade e garantia de direitos” a possibilidade de atuar diretamente na luta pelos direitos e pelo respeito ao coletivo LGBTQIA+, um desejo que ele sempre teve.

Ainda no terceiro semestre do curso, Diego já atuou em eventos para promover informações sobre gênero e sexualidade e participou da coordenação de atividades promovidas pelo projeto. Para ele, um dos pilares fundamentais do Projeto, é a educação para a diversidade. “Vejo que ainda estamos muito longe de compreender essa realidade. Ainda vemos muitos casos de preconceito. Temos muitos movimentos sociais e eu quero muito participar desses processos de mudança, transformação”, pontua.

Ele destaca que a realidade exige uma sociedade consciente, capaz de aceitar, compreender e inserir a diversidade em todos os cenários. “Em minha cidade, por exemplo, não conseguimos a aprovação para que a Câmara de Vereadores se iluminasse com as cores da diversidade. A violência ainda existe e precisamos educar a população mais jovem para que ela possa lidar melhor com as diferenças, em todas as áreas, não apenas nas questões LGBTQIA+, mas também sobre feminismo, sobre racismo, sobre a importância de ouvirmos e respeitarmos as minorias e lutarmos para que elas possam viver com afeto”, observa o acadêmico.

Diversidade é?
"Diversidade é aquilo que faz cada um de nós especial de alguma forma, que diz uma pouco mais sobre quem somos. Diversidade é respeito, diversidade é empatia, diversidade é amor, diversidade é pluralismo".

 

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