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Pesquisas de qualidade resultam em bolsas de produtividade

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Assessoria de Imprensa UPF

Professores da UPF são contemplados com bolsa oferecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Todos os anos, professores da Universidade de Passo Fundo (UPF), que têm projetos de pesquisas em andamento, realizam ou renovam o cadastro no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para incentivo à pesquisa no Brasil. Com regras e avaliações rigorosas, o Conselho disponibiliza Bolsas Produtividade para pesquisadores cujos trabalhos sejam qualificados. Na seleção de 2020, a Universidade teve 20 docentes contemplados. Dois deles, ingressando pela primeira vez como bolsistas.

Para o vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Dr. Antônio Thomé, a cada ano surge a expectativa para a renovação e também para o ingresso de novos pesquisadores na plataforma. A concessão das bolsas ajudará no desenvolvimento de importantes projetos iniciados na UPF e, segundo Thomé, demostra que os estudos realizados aqui são qualificados e respeitados. “Desde sua implantação, o Conselho sempre teve um critério muito rigoroso para sua admissibilidade, o que mostra que a UPF segue com um trabalho muito forte e de qualidade. Infelizmente, o orçamento do CNPQ não comtempla todos os nossos pesquisadores, mas ficamos felizes pelo reconhecimento, visto que alguns projetos foram recebidos pela Comissão, mesmo não sendo contemplados pela bolsa”, pontuou.

O coordenador da Divisão de Pesquisa, professor Dr. Julcemar Zilli, explica que as Bolsas de Produtividade são concedidas para pesquisadores com reconhecidas realizações científicas. Ele ressalta que a obtenção ou ampliação da quantidade de pesquisadores com a concessão é importante para a UPF, uma vez que é um dos principais indicadores de financiamento por agências de fomento. “Quanto mais pesquisadores com bolsa produtividade (PQ) nas Instituições de Ensino Superior (IES), mais impactante e qualificada é a pesquisa científica. Portanto, o número de pesquisadores bolsistas comprova o papel na pesquisa científica de ponta produzida na UPF, auxiliando na solução de problemas sociais e sendo a Universidade da nossa comunidade”, comenta.

Conselho disponibiliza bolsas à pesquisadores com trabalhos de qualidade

Novas ingressantes

Para concorrer a Bolsa, os docentes beneficiários devem demonstrar desenvoltura e continuidade no processo de produção científica e formação de recursos humanos, além de coordenação ativa de projetos científicos e estar ligado com grupos de pesquisas consolidados e participação em atividades nacionais e internacionais. Também é exigido do pesquisador a gestão científica, incluindo a organização de atividades, a participação de conselhos consultivos estaduais ou nacionais, sociedades científicas, periódicos científicos, estaduais ou nacionais, assessoria de órgãos governamentais.

Em 2020, duas novas pesquisadoras foram contempladas, a Dra. Luciana Ruschel dos Santos e Dra. Silvana Alba Scortegagna. Elas agora somam-se aos professores Dra. Cláudia Stumpf Toldo Oudeste, Dr. Cláudio Almir Dalbosco, Dra. Luciana Londero Brandli, Dr. Moacir Kripka, Dr. Pedro Domingos Marques Prietto, Dra. Rosimar Serena Siqueira Esquinsani, que tiveram suas bolsas renovadas e aos professores Dr. Alessandro Batistella, Dra. Cleci Teresinha Werner da Rosa, Dr. Jeferson Steffanello Piccin, Dr. Júlio Cesar Godoy Bertolin, Dra. Luciana Grazziotin Rossato Grando, Dr. Luiz Carlos Tau Golin, Dr. Ricardo Zanella e Dr. Zacarias Martin Chamberlain Pravia, contemplados por mérito. Outro fato importante, é que o professor Cláudio passou de 1D para 1C, melhorando sua posição enquanto pesquisador.

Além disso, diversos professores seguem como bolsistas CNPq, ainda que a renovação de suas bolsas ocorra em outros momentos, como é o caso dos docentes Dra. Ana Carolina Bertoletti De Marchi, Dr. Álvaro Della Bona, Dra. Luciane Colla, Dr. Leonardo José Gil Barcellos, Dr. Luiz Carlos Kreutz, Dr. Antônio Thomé, Dr, Dr. Marcelo Henkemeier, Dr. Miguel Rettenmaier, Dr. João Carlos Tedesco, Dr. Vandré Barbosa Brião e Dr. Edson Campanhola Bortoluzzi.

Estrutura e incentivo institucional auxiliam no desenvolvimento de pesquisas de qualidade

Para a professora Luciana, a concessão da Bolsa Produtividade é uma recompensa pelos anos de trabalhos voltados para a pesquisa. Ela pontua que, sempre com o apoio da UPF, com incentivos internos, foi possível construir um caminho que permitiu a classificação no Conselho. “A bolsa considera vários critérios, mas um dos fundamentais é a formação de recursos humanos, o que só foi possível com a orientação de mais de 15 alunos de mestrado, desde que o PPGOdonto me possibilitou o credenciamento como docente permanente e na sequência, PPGBioexp e PPGCTA. Lembro também a importância da orientação de alunos de iniciação científica, sempre com projetos voltados para a resolução de problemas da comunidade, como é o caso do tema pelo  qual fui contemplada com a Bolsa, onde buscamos alternativas naturais para controle de patógenos em alimentos e materiais de descarte da indústria de alimentos para elaboração de embalagens”, contextualiza a pesquisadora.

Na opinião da Dra. Silvana Scortegagna, a seleção para a bolsa é de suma importância, visto que é um dos principais indicadores para subsidiar as demais linhas de fomento, não apenas dessa agência, mas de outras similares

Ela lembra que o projeto de pesquisa vinculado a bolsa é o Coletiv@s on-line em Saúde Mental: Ação Transdisciplinar para Grupos Vulneráveis à Covid-19, que tem por objetivo oferecer serviços de saúde mental para pessoas idosas (com 60 anos de idade e mais) e para profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, farmacêuticos, odontólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, técnicos e auxiliares em serviços de saúde, cuidadores de pessoas idosas). “De maneira abrangente, a Bolsa mostra que as pesquisas desenvolvidas com incentivos das Instituições de Ensino Superior (IES) estão tendo impacto nacional e internacional, o que dá visibilidade a IES. Especificamente, para os cursos de graduação e programas de pós-graduação, a concessão evidencia o mérito dos estudos desenvolvidos, a relevância de seu impacto social, favorecendo a nucleação de novos grupos de pesquisas”, ressalta.