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UPF e Femcors iniciam ações de valorização de abelhas nativas

14/01/2022

14:31

Por: Assessoria de Imprensa

Fotos: Tainá Binelo

Identificação das espécies presentes no Campus I é o primeiro passo da parceria

O mel é um alimento amplamente apreciado, mas, quando falamos sobre abelhas, muita gente prefere manter distância. Desmistificar ideias como essa está entre os objetivos da parceria entre a Universidade de Passo Fundo (UPF) e a Federação dos Meliponicultores Conservacionistas do Rio Grande do Sul (Femcors). Em conjunto, as instituições iniciaram na quinta-feira, 13/01, um trabalho de proteção e valorização das abelhas nativas, também conhecidas como abelhas sem ferrão, presentes naturalmente no Campus I.

Você sabe o que é um meliponário?

Meliponário é um conjunto de abelhas melíponas, ou seja, sem ferrão. A espécie Mirim-Emerina, uma das identificadas no Campus I, está entre as mais comuns na região.

O mel produzido por essa espécie tem sabor peculiar e bastante acidez. Pelas suas características nobres, é utilizado na alta gastronomia. “Ainda assim, hoje não existem pesquisas sobre suas propriedades. Esta parceria também objetiva iniciar estudos na área”, explica Vilmar Fank, presidente da FemcoRS.

Ações do projeto

A professora Dra. Gessi Koakoski, que ministra a disciplina de Apicultura para os cursos de Medicina Veterinária e Agronomia, detalha as ações previstas. “Hoje iniciamos a identificação e a sinalização com placas dos locais onde encontramos essas abelhas no Campus I. Esse é o primeiro passo para que as pessoas aprendam sobre esses animais e convivam tranquilamente com eles”, explica.

Em paralelo, serão instaladas caixas para criação de abelhas, no que será o primeiro meliponário de identificação de abelhas nativas do Rio Grande do Sul. “Nossa intenção é que nossos acadêmicos possam aprender nesses espaços, assim como estudantes de escolas da região”, relata a professora Gessi. “Nosso foco principal é mostrar a importância, os motivos para preservar, e, cada vez mais, cuidar das abelhas sem ferrão”, destaca.

O setor de Saneamento Ambiental da UPF também contribui com o projeto. Maritania Morgan Pavan, funcionária do setor de Saneamento Ambiental, conta que o departamento sempre procurou preservar as abelhas presentes no campus, e agora aprimora as ações em um processo de grande aprendizado.

“Abelha não faz mal, ela faz mel”

Com essa frase, Vilmar Fank, explica que cada espécie tem características que precisam ser respeitadas. “Algumas abelhas demandam o uso de equipamentos de proteção no manejo, como as africanizadas. Já a Mirim-Emerina é bastante sensível, precisa ter delicadeza no manuseio, mas queremos mostrar que todos podem ter em casa para a produção própria de mel”, explica.

Convênio

O convênio entre a Fundação Universidade de Passo Fundo, a UPF e a Femcors para instalação do meliponário foi celebrado no último mês de dezembro.

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