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Um novo olhar sobre o Campus

  • Por: Alessandra Pasinato
  • Fotos: Alessandra Pasinato

Integração marcou o encerramento do Curso de Qualificação Docente da UPF. Professores fizeram uma trilha guiada, conhecendo de perto a área verde, a fauna e a flora que compõem o Campus universitário

Teve sol e chuva, descontração e muita caminhada: um momento para exercitar o corpo e a mente. Juntos e misturados, os professores da Universidade de Passo Fundo (UPF) participantes da 3ª edição do Curso de Qualificação Docente puderam fazer uma pausa nas atividades de sala de aula para um encontro com a exuberante natureza do Campus. A atividade “Juntos e misturados: 50 anos e um novo olhar sobre o nosso Campus” marcou o encerramento do curso, na manhã desta quinta-feira, dia 11 de janeiro, quando a rotina diária foi substituída pela possibilidade de estar em contato com a fauna e a flora que dão ao Campus universitário da UPF um caráter único.

A atividade iniciou com um café da manhã que integrou mais de 100 professores participantes. Após, o grupo fez um alongamento e saiu para uma trilha guiada, que contou com o suporte dos professores da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff), além de explicações dos professores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e Faculdade de Agronomia de Medicina Veterinária (FAMV), sobre fauna e flora, reciclagem e recursos hídricos.

Presente na atividade, o reitor da UPF, professor José Carlos Carles de Souza, destacou que essa é uma atividade diferenciada que promove um encontro com a natureza. “O conhecimento é a nossa natureza e é esse espaço que precisamos conhecer. Por isso, fazemos essa caminhada pelas áreas verdes que compreendem o nosso Campus I. Uma atividade diferente e prazerosa”, aponta.

Para a vice-reitora de Graduação, professora Rosani Sgari, a atividade fecha com chave de ouro a formação proposta pela Vice-Reitoria. “A chave está nas mãos dos professores que acreditam na formação docente continuada e o ouro está aqui no Campus, no conhecimento. Essa é uma ação interdisciplinar que conta com a presença de professores de todas as áreas e, nela, é possível sentir a sinergia de todos os professores que nos acompanham”, afirma, destacando que a atividade proporciona  momentos ímpares que trazem conhecimento e enriquecem. “Atividades como essa acabam despertando a nossa curiosidade e nos tornando melhores. A Universidade cumpre sua missão de nos capacitar técnica e cientificamente, mas também de nos desenvolver enquanto pessoas”, define.

Conhecendo o Campus
O professor da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia Rapahel Loureuro Borges coordenou a trilha, auxiliado por outros docentes da unidade. Ele destaca que a intenção do passeio foi mostrar a Universidade sob outros olhares. “Buscamos um trajeto que pudesse dar a volta no Campus sem utilizar a estrada, a fim de despertar o prazer pela atividade física e mostrar que o exercício físico pode ser prazeroso e realizado ao ar livre”, comenta o professor, que tem mapeada a área do Campus I, onde realiza diversas atividades de aventura, como rapel, slackline e escalada.

Para o professor Jaime Martinez, do ICB, a trilha buscou mostrar os espaços que normalmente não são utilizados no dia a dia. “A ideia foi mostrar a riqueza do Campus do ponto de vista da biodiversidade. Toda essa riqueza não é percebida. Integramos a atividade física e o conhecimento acerca de plantas e espécies animais. Só de aves, o Campus I concentra mais de 150 espécies, que utilizam o espaço para abrigo e reprodução, além de mamíferos e anfíbios, inclusive animais ameaçados de extinção. São mais de 70 espécies de árvores, algumas nativas e outras plantadas ao longo dos anos”, comenta ele.

Curso de qualificação
Atenta às grandes mudanças que impactam a educação superior, a UPF, por meio da Vice-Reitoria de Graduação (VRGRAD) e do Setor de Apoio Pedagógico (SAP), realizou, de 8 a 11 de janeiro, a terceira edição do Curso de Qualificação Docente. O evento buscou fortalecer a formação pedagógica, promovendo, entre os docentes,  discussões sobre temas ligados às questões metodológicas e à educação inclusiva, especialmente frente às políticas de ensino superior em vigor, levando à qualificação das práticas educacionais. 

A atividade consolida uma nova concepção formativa, voltada às relações interpessoais, ao uso de tecnologias e à inovação, que perpassa a formação humana e técnica do professor, verdadeiro propulsor das modificações na educação. Para Rosani, o curso superou as expectativas. “Tivemos mais de 500 professores participando, se inserindo nas atividades. O professor compreende que é preciso qualificar-se e reinventar-se em todos os sentidos, o que envolve conceitos, metodologias e uso de tecnologias”, conclui ela.