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Fonoaudiologia na Escola: projeto da UPF atua na prevenção de distúrbios da comunicação

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação/UPF

Curso promoveu, em uma escola pública do município de Passo Fundo, um divertido teatro para conscientização sobre hábitos orais deletérios, respiração oral e alteração de fala

Durante o semestre, os acadêmicos bolsistas e voluntários do projeto de extensão Prevenção e Manejo dos Distúrbios da Comunicação, do curso de Fonoaudiologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo (ICB/UPF), interagiram com os alunos de uma escola pública do município de Passo Fundo, buscando identificar alterações fonoaudiológicas. Orientados pelas professoras Ana Rita Brancalioni, Lisiane L. Siqueira e Luciana Grolli Ardenghi, os acadêmicos finalizaram a coleta e elaboraram um parecer sobre hábitos orais deletérios, como o chupar o dedo, a respiração oral e as alterações de fala.

Para explicar sobre as avaliações, foi realizado, no dia 23 de junho, um encontro que reuniu os professores e acadêmicos com os alunos, pais e professoras da escola. Inicialmente, durante a ação, foi apresentado um divertido teatro que abordou as consequências que os hábitos deletérios, as alterações na respiração e na mastigação podem causar nas estruturas orofaciais e na fala. A atividade, além de promover um momento de descontração e lazer para as crianças, também proporcionou um espaço de conscientização sobre o tema.

Coordenadora do curso, a professora Lisiane L. Siqueira escreveu a peça de teatro com a colaboração dos acadêmicos voluntários do projeto e da bolsista Nathalia Lorenzi. “Nessa peça, uma menina é encaminhada para atendimento fonoaudiológico por estar apresentando respiração bucal e alterações na fala. No desenrolar da trama, a menina vai à fonoaudióloga, faz atividades e interage com o público”, comenta, destacando a importância de informar pais, professores e crianças sobre a importância de respirar pelo nariz e de abandonar hábitos orais viciosos, como a chupeta e a mamadeira, para um correto desenvolvimento da fala e das estruturas orofaciais.

Após o teatro, foram esclarecidas dúvidas dos pais sobre o desenvolvimento da linguagem, gagueira, “língua presa”, trocas na fala, dificuldade de aprendizagem, entre outras. Na oportunidade, foram divulgados os serviços prestados pela Clínica Escola de Fonoaudiologia da UPF, que, há mais de 10 anos, atende à comunidade de forma gratuita.

Troca de conhecimentos

Para a acadêmica do primeiro nível de Fonoaudiologia, Laura Cristina Agostini, o teatro contribuiu também para maior interação de professores e alunos de diferentes níveis, realçando novos laços de amizade, aumentando ainda mais a troca de conhecimento que os projetos de extensão proporcionam. “Participar da apresentação do teatro diante de uma plateia de pais e alunos de diferentes idades foi uma experiência única, de grande emoção, alegria e conhecimento. Foi uma ação de sucesso desenvolvida por professores e alunos, com o objetivo de incentivar e divulgar os cuidados fonoaudiológicos que devemos ter no modo como respiramos e no decorrer do desenvolvimento da linguagem, logo nos primeiros anos de vida e início da fase escolar”, cita ela.

A experiência também encantou as acadêmicas Bruna Xavier e Adrieli Puhl, ambas do primeiro nível. “Foi uma experiência especial, com a qual aprendemos bastante e tivemos uma noção de como vai ser quando atuarmos na profissão. Transmitir ensinamentos aos pais dos alunos me deixou muito feliz, amei participar, foi muito bacana, pois buscamos conhecimentos além do que estava no papel para a interpretação do teatro”, disse Bruna. “Foi uma experiência única, de grande aprendizado, senti uma alegria imensa em estar lá apresentando um teatro que pode ajudar muitas crianças e informar o quanto a Fonoaudiologia é importante. Pude perceber também que estou no caminho certo, pois a ação foi muito gratificante”, complementou Adrieli.

No sétimo nível, Eliézer Gasparetto também se surpreendeu com a ação. “Foi uma experiência incrível, conseguir passar um pouco do que a gente aprende para a comunidade escolar, ver o olhar atento dos pais, as dúvidas e o interesse. Participar do projeto tem proporcionado experiências para minha vida acadêmica e pessoal”, afirma.

Presente na atividade, a professora Ana Rita Brancalioni comenta que, nas conversas com os acadêmicos, é perceptível a importância de ações como essa para o aprendizado. “Os acadêmicos, com criatividade e empenho, se envolveram com o conteúdo teórico para, de uma forma divertida, informar a população. É o conhecimento aprendido em sala de aula que passa a ser vivenciado pelo aluno e partilhado com a comunidade”, conclui.

O parecer elaborado pelos acadêmicos bolsistas foi entregue aos professores, relacionando as alterações encontradas nos alunos e registrando um encaminhamento para que possam buscar atendimento na Clínica de Fonoaudiologia da UPF ou outra de sua preferência.