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Acadêmicos do curso de Medicina criam aplicativo

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Gelsoli Casagrande

Desenvolvido através do projeto de extensão Amigos da Pele, aplicativo tem como objetivo conscientizar a população sobre fotoproteção

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, 135 mil novos casos de câncer no Brasil. Cerca de 25% de todos esses diagnósticos são de câncer de pele. E foi para tentar ajudar a frear o avanço desses novos casos que foi criado o Amigos da Pele, projeto de extensão da Universidade de Passo Fundo. Vinculado à Faculdade de Medicina, o projeto tem como principal objetivo divulgar informações sobre fotoproteção e sobre cuidados com a pele. 

Para isso, os alunos participantes desenvolvem uma série de atividades, como palestras e encontros para grupos específicos, em escolas e associações de bairros, mas sempre desejaram ampliar o público atingido. “A gente pensou que poderia abranger mais pessoas, queríamos explorar mais. E aí começamos a pensar em usar a tecnologia para atingir um público mais jovem, mais conectado, que não estava sendo atingido. Nós queríamos abranger nossa comunidade acadêmica”, conta a professora Fabiana Tonial. 

A solução encontrada foi criar um aplicativo que reunisse todas as informações que o grupo achava necessárias. “O aplicativo traz dicas de qual protetor usar, dá o índice de radiação no momento, todas essas informações básicas que de alguma forma influenciam os hábitos das pessoas. Essa foi a ideia, ampliar e atingir um público maior”, explica. 

Foram seis meses entre as primeiras conversas e o desenvolvimento do aplicativo. “A gente buscou uma fonte de informações confiável porque queríamos informações precisas, então usamos o consenso de fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia e os alunos estudaram esse consenso e selecionaram os temas e as informações que eles queriam que constasse no aplicativo e de que maneira eles queriam que fossem colocadas”, destaca a professora. Toda a concepção do aplicativo foi feita pelos nove alunos participantes do projeto. Apenas a parte técnica, que foi desenvolver o app e disponibilizar para o público, foi feita pela empresa Baita Inf, que aceitou a parceria. “Toda essa montagem da estrutura do app foi dos próprios alunos. Por isso que o aplicativo é também uma proposta pedagógica, uma vez que os alunos se envolveram com o assunto, estudaram o tema, avaliaram qual era a melhor maneira de expressar essas informações para a população-alvo e a colocaram em prática”, comenta. 

Segunda versão do app
Disponível para download para os sistemas Android e IOS há cerca de um mês, o aplicativo já vem dando um bom retorno aos alunos, e, segundo a professora, uma nova versão já está sendo pensada por eles. “A gente já tem muita ideia para a segunda versão para melhorar o aplicativo e até está pedindo para que as pessoas baixem e nos mandem dicas”, fala Fabiana, que se diz também muito satisfeita com o resultado da proposta que criou. “Os alunos adoraram participar. Eu fiquei muito satisfeita por tudo ter acontecido tão rápido e ter dado tão certo”. 

Para ela, mais do que uma atividade pedagógica, a ideia é que o aplicativo funcione como uma forma de as pessoas se conscientizaram da importância de se proteger ou mesmo de buscar um profissional para ter mais orientações. “Tudo isso nos satisfaz porque o real objetivo do trabalho foi fazer com que as pessoas se cuidem e, com isso, tentar frear essa perspectiva ruim de que os casos de câncer vão aumentar”, finaliza. 

O lançamento oficial do aplicativo Amigos da Pele vai ser feito no dia 21 de março, no Ciclo de Palestras promovido pelo curso de Medicina, que acontece a partir das 19 horas no auditório Biomédico. 

Para baixar o aplicativo, basta acessar um dos links: 
Android 
IOS