Notícias UPF

Estudante da UPF realiza pesquisa para avaliar a sensibilidade de métodos utilizados para a detecção de fraudes em leite

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

A qualidade do leite consumido é uma constante preocupação dos técnicos e autoridades ligados à área de saúde e laticínios, bem como dos consumidores. Um dos problemas mais graves são as diversas fraudes que causam prejuízos econômicos, riscos à saúde dos consumidores, e, às vezes, problemas para as indústrias, como a diminuição do rendimento industrial. Muitos alimentos estão sujeitos às fraudes, mas o leite é um dos mais comumente adulterados.

Nesse sentido, a acadêmica Caroline Bianchi, do curso de Química (bacharelado) do Instituto de Ciências Exatas e Geociências da Universidade de Passo Fundo (Iceg/UPF), sob a orientação da professora Dra. Maria Tereza Friedrich, realiza uma pesquisa sobre a avaliação da sensibilidade de métodos utilizados para a detecção de peróxido de hidrogênio e cloretos em leite, por métodos qualitativos. A pesquisadora ressalta que além das perdas econômicas para as indústrias e produtores de leite, pode haver sérios problemas na saúde dos consumidores. “A ingestão do leite contaminado pode causar enjoos, inflamações, gastrite e danificar a membrana das células do estômago”, comenta Caroline.
 
A aluna ainda ressalta que o leite é o primeiro alimento do ser humano e continua a fazer parte da dieta. “Mesmo depois que crescemos, faz-se necessária a constante avaliação dos métodos para a garantia da qualidade do leite que consumimos”, disse.

Incentivo à iniciação científica
A Universidade vem desenvolvendo, ao longo dos últimos anos, diversas ações para incentivar os alunos, tanto do Ensino Médio, quanto da graduação, ao ingresso no universo da pesquisa. O objetivo, segundo o vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Leonardo José Gil Barcellos, é instigar, desde cedo, o espírito de curiosidade e vontade pela transformação. “Essa troca é muito importante, uma vez que proporciona ao acadêmico a possibilidade de conversar e trabalhar juntamente com alunos que estão fazendo mestrado e doutorado. Assim, eles aprendem a lidar com o novo, participam de descobertas, enfrentam desafios e superam dificuldades. A pesquisa está em todos os lugares e a UPF, por meio da Iniciação Científica, permite que eles tenham contato com ela desde o ingresso na Instituição”, destaca, ressaltando que a experiência será útil para eles, mesmo sem seguir a carreira científica, pois a pesquisa estimula o pensamento lógico.