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Pesquisa analisa profissionais e trabalho remoto

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação/Internet

Projeto institucional envolve docentes da UPF e da Universidade de Lisboa, Portugal

A crise mundial provocada pelo Coronavírus (Covid-19) está fazendo pesquisadores de diversas áreas do conhecimento produzirem pesquisas a respeito da doença. Uma delas, de cunho internacional, é desenvolvida na Universidade de Passo Fundo (UPF), através da professora Dra. Cleide Fátima Moretto. O estudo “Trabalhar a partir de casa: uma consequência da Covid-19” objetiva conhecer como os indivíduos estão gerindo a fronteira entre o trabalho-família, e como essa gestão repercute no seu bem-estar.

Segundo a docente, a pesquisa é realizada com trabalhadores que estão desenvolvendo suas atividades profissionais de forma remota (a partir de casa) durante o período de restrição social, em Portugal e no Brasil. A participação acontece por meio do acesso e preenchimento de um questionário on-line, disponível aqui. “Ele abrange questões relacionadas às condições sociodemográficas dos participantes, com ênfase nas características do trabalho e familiar, e inventários específicos no campo da relação trabalho-família, bem-estar no trabalho e bem-estar geral. Ao aderir à pesquisa, o participante tem o benefício de refletir sobre a nova condição de desenvolvimento do seu trabalho e os modos de enfrentamento observados, inclusive repensando sobre a importância de se estabelecer limites entre tempo de trabalho e tempo dedicado à família e ao lazer”, conta Cleide.

Os resultados parciais da pesquisa devem ser divulgados no mês de agosto e os resultados finais em dezembro de 2020. Conforme a professora, o estudo ainda propõe-se a identificar as particularidades observadas em relação ao limite estabelecido entre trabalho e família para trabalhadores em diferentes relações de trabalho, em territórios diferentes, bem como prevê um feedback para os casos de risco de adoecimento psicológico.

Trabalho remoto: uma situação inesperada
Para a docente da UPF, o desenvolvimento da pesquisa possibilitará conhecer melhor a atual realidade vivida pela sociedade. “A Covid-19 constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional e tem desencadeado uma série de medidas de isolamento social em diferentes países. Alguns setores estão mantendo suas atividades por meio do trabalho remoto. Trata-se de uma situação inesperada e completamente nova para a maioria dos trabalhadores e das empresas e o conhecimento desta realidade permitirá não somente avançar no desenvolvimento da Teoria das Fronteira Trabalho-Família, como do ponto de vista prático, ajudar os indivíduos, as famílias e as empresas a adotarem ações que possam contribuir para uma melhor gestão da relação trabalho-família”, comenta a pesquisadora.

De acordo com ela, o comprometimento da fronteira física entre estes dois domínios poderá ter consequências negativas para o bem-estar dos trabalhadores. “Analisar a condição de bem-estar dos trabalhadores e avaliar o risco de adoecimento psíquico é fundamental para a adoção de medidas de prevenção e tratamento por meio de políticas públicas e ações no âmbito da gestão de pessoas, nas organizações”, complementa.

Além da professora Cleide, que coordena as atividades no âmbito do Brasil, através do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano da UPF, o projeto institucional conta com a participação de outros pesquisadores. A coordenadora-geral é a professora Dra. Maria José Chambel, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Também fazem parte da equipe as professoras Dra. Maria Teresa Ribeiro, Dra. Vânia Sofia Carvalho e Dra. Alda Santos, da Universidade de Lisboa.