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Em 2018, o tema do Seminário Nacional de Inclusão Digital é “Cultura Digital na Educação”! Tal temática nasce da constatação de que as práticas criativas da era digital, além de colocar em xeque as instituições da era industrial - como a escola e a universidade - impõem grandes diferenças na natureza dos produtos e processos criativos. Manuel Castells aponta para o fato de que  

"La capacidad de esta cultura digital se multiplica de manera astronómica para llegar a los individuos, y las instituciones están muy por detrás y completamente desfasadas. Las universidades ni siquiera se dan cuenta de lo que sucede y, si así fuera, no estarían a la altura para hacer frente a la situación."

Em um mundo onde os indivíduos conquistam a Liberdade Digital de Aprender - tema do Senid 2016, as possibilidades abertas pela cultura digital ampliam as oportunidades de aprendizagem e confrontam o modelo fabril da educação. Tradicionalmente, os processos de aprendizagem têm seus momentos, temáticas e insumos definidos pela Escola e pela Universidade. Em um mundo de informações digitais em fluxo, cada indivíduo pode criar seus momentos de aprendizagem sobre os temas de seu interesse. A Educação deve assumir o papel de interlocutora crítica e criativa com esses sujeitos que possuem uma percepção ampla do mundo, interesses singulares e relevantes e que não precisam das instituições de ensino como mais uma fonte de informação.

Nesse sentido, as tecnologias digitais e suas diferentes apropriações têm papel fundamental na transformação dos processos educativos formais em um mundo onde a educação deve servir à formação de sujeitos com futuros imprevisíveis e, portanto, mais do que fonte de informações, deve assumir o papel de potencializadora de capacidades cognitivas como a valoração da informação, o pensamento criativo e a resolução de problemas.