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Estudante e egresso da UPF integram equipe vencedora do Prêmio Alexa de Acessibilidade

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

A skill Memória Sonora, jogo focado em reabilitação cognitiva, venceu o prêmio, que é uma ação conjunta da Amazon, AACD, Fundação Dorina Nowill para Cegos e o Instituto Jô Clemente

Rita Adriana da Leve, Lucas Dias e 
Ericles Andrei Bellei (de forma remota)

Oferecendo prêmios em dinheiro, doações para ONGs e dispositivos Echo, a Amazon convidou desenvolvedores de skills de Alexa, que pudessem beneficiar a vida de pessoas com deficiência para concorrer ao Prêmio Alexa de Acessibilidade. As “skills” (habilidades) são aplicativos de comandos de voz do usuário para Alexa – a assistente virtual baseada em inteligência virtual desenvolvida pela Amazon. A grande vencedora foi a skill Memória Sonora, um jogo focado em reabilitação cognitiva, desenvolvido em Passo Fundo, na empresa Splora, por Rita Adriana da Leve (CEO da Splora e acadêmica do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Universidade de Passo Fundo - UPF), Ericles Andrei Bellei (mestre em Computação Aplicada, egresso do Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada – PPGCA/ UPF) e Lucas Dias (acadêmico do curso de Ciência da Computação do IFSul Passo Fundo).
 
O prêmio foi lançado pela Amazon em agosto de 2020 para reconhecer desenvolvedores que criem formas de melhorar o uso da Inteligência Artificial para pessoas com deficiência. A iniciativa contou com a parceria da AACD (Associação de Assistência à Criança com Deficiência), Fundação Dorina Nowill para Cegos e Instituto Jô Clemente. Em meio a mais de 400 participantes e quase 100 skills publicadas com foco em inclusão de pessoas com deficiência e acessibilidade, foram escolhidos dez finalistas com as melhores skills para participar da fase final, realizada na noite do dia 3 de fevereiro, sendo a grande vencedora a skill Memória Sonora.
 
Assim como em um jogo de memória tradicional com cartas, essa skill usa sons e encoraja os usuários a encontrar os pares que se combinam. Tem como objetivo ajudar pessoas com diferentes tipos de desordem das funções cognitivas como demência, doenças degenerativas e deficiências intelectuais. Além disso, também oportuniza que pessoas cegas ou com baixa visão tenham acesso a um jogo de memória. “Sou apaixonada por inovação e por pessoas. Acredito que a tecnologia deve ser usada para melhorar a vida das pessoas e consequentemente construir empresas produtivas, humanizadas e sustentáveis. Aprendi a unir desenvolvimento humano e tecnologia”, declara Rita, CEO da Splora e acadêmica do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da UPF.
 
Splora e o UPF Parque
A Splora sempre teve uma relação de proximidade com a UPF. Iniciou no Parque Científico e Tecnológico (UPF Parque) e hoje é uma empresa parceira de diversas iniciativas de pesquisas na Universidade. Uma delas é conduzida em conjunto com a professora Dra. Ana Carolina Bertoletti De Marchi, do Laboratório de Sistema Interativos e de Informação, vinculado aos Programas de Pós-Graduação em Computação Aplicada (PPGCA) e Envelhecimento Humano (PPGEH). Recentemente, um projeto de pesquisa da Splora com o laboratório da professora Ana Carolina foi aprovado na proposta institucional da UPF no Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto concederá uma bolsa de mestrado integral no PPGCA para pesquisa na temática de assistentes de voz, como a Alexa, e terá um edital de seleção divulgado em breve.