Exposições

Exposição “É Tempo de Primavera”

Neste ano de 2018, celebramos os 200 anos de museus no Brasil, marcado pela criação da primeira instituição museológica brasileira, o Museu Nacional/UFRJ, localizada

no Rio de Janeiro. Tragicamente é também o ano em que testemunhamos a sua triste destruição, e de grande parte de seu acervo, em decorrência de um incêndio descomedido, bem como assistimos aos desdobramentos desse desastre para todo o campo museal. Esses dias nos impõem outra Primavera dos Museus: que nos leve a refletir sobre as circunstâncias presentes, sobre o que há para celebrar e como orientar nossos trabalhos daqui em diante.

Foto de Fabiana Beltrami

Museus são espaços múltiplos e dinâmicos que assumem importantes funções na guarda do patrimônio museológico e das memórias, no fortalecimento da cidadania e das noções de pertencimento e identidade, no respeito à diversidade e à valorização da cultura. A educação em museus exerce papel fundamental no fortalecimento, visibilidade e valorização das memórias e dos museus brasileiros com o propósito de aumentar os laços afetivos e o sentimento de pertencimento da sociedade por essas instituições, bem como o reconhecimento das identidades e o respeito à diversidade.

Como preconizado pela Política Nacional de Educação Museal - PNEM, a educação é, em suas múltiplas dimensões, imprescindível para a assegurar a própria existência dos museus. Esse é um dos indicadores que nos permitem avaliar as perdas decorrentes do incêndio no Museu Nacional: o potencial educativo e instrutivo das suas coleções e das pesquisas ali desenvolvidas. Essa herança imaterial, juntamente com o inestimável valor histórico do seu patrimônio contribuíram para fazer do Museu Nacional uma referência para a construção da identidade nacional.

Neste momento, nos dispomos a refletir e a fortalecer nas instituições museológicas e processos museais a sua função educativa, especialmente na difusão e acessibilidade às conquistas em diferentes áreas do conhecimento como também na forma de explicitação da função social dos museus, de sua responsabilidade, para o aprimoramento do exercício da cidadania, qualificando a vida em sociedade, baseada no respeito e valorização da memória social de diferentes grupos sociais e no zelo e publicização do patrimônio cultural musealizado.

O texto da Política Nacional de Educação Museal, publicado em portaria pelo Ibram, está sendo difundido pelo Caderno da PNEM, uma publicação que relata brevemente o histórico da área, resgata o processo de criação da política e demonstra sua aplicabilidade, propagando princípios e diretrizes da educação em museus, que norteiam gestores, educadores e demais interessados nessas práticas.

Incorporando as reflexões decorrentes do incêndio do Museu Nacional e suas consequências aos atos celebrativos desta 12ª Primavera dos Museus, nos juntamos para pensar o fortalecimento do campo museal brasileiro. Por isso, convidamos público e instituições a refletirem sobre a dimensão educativa dos museus, em todos os seus aspectos, e sua importância na dinamização dos espaços museais e do campo museal brasileiro.

O Museu de Artes Visuais Ruth Schneider participa desta edição da Primavera dos Museus, com atividades educativas que estão sendo realizadas na Exposição Projeto Rio Passo Fundo (Portal das Linguagens) e a partir de um recorte de seu acervo, por meio de obras que possuem a temática da Primavera.

Local:  Hall da Reitoria da UPF. De segunda a sexta-feira das 7h45 às 11h45 e da 13h30 às 17h30.


Exposição: "Projeto Rio Passo Fundo: patrimônio paisagístico, natural, ambiental, histórico-cultural, econômico e político" de 10/08 a 16/12/2018

Conheça a exposição

O Projeto Rio Passo Fundo: patrimônio paisagístico, natural, ambiental, histórico-cultural, econômico e político - desenvolvido pelo Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS), com o apoio do Museu Histórico Regional (MHR) e do Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar), ligados à Universidade de Passo Fundo e realizado a partir do patrocínio de R$ 300 mil provenientes do Programa CAIXA de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro 2017/2018 - busca reconhecer o Rio Passo Fundo como parte essencial da sociedade. 

O projeto que envolve os 30 municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo, foi desenvolvido durante os anos de 2017 e 2018, e consiste na realização de exposições,  e na construção de um banco de dados – constituído a partir de informações obtidas durante as expedições realizadas e, ainda, através do Edital de Mapeamento de Potenciais Informativos - que permite que a comunidade tenha acesso e conhecimento sobre todas as informações que compreendem a Bacia Hidrográfica. Para a construção das exposições, foram realizadas, cinco expedições que percorreram nove municípios - Campinas do Sul, Cruzaltense, Entre Rios do Sul, Faxinalzinho, Nonoai, Passo Fundo, Pontão, Ronda Alta  e Sertão - em busca de informações e vestígios históricos e ambientais sobre o Rio Passo Fundo.
 “Só mais um” é uma instalação na qual o destaque são os resíduos retirados das margens e do interior do Rio Passo Fundo. Esses materiais foram recolhidos, higienizados, pintados e separados por categorias distintas, de acordo com a coleta seletiva realizada por professoras e acadêmicos do Curso de Artes Visuais da UPF.

A exposição “ÁGUA – (nossa) imagem líquida”, foi realizada pela Profª Fabiana Beltrami da NexJor/FAC/UPF, e conta com projeção de imagens feitas do Rio Passo Fundo, na água.

A Profª Me. do curso de Artes Visuais FAC/UPF Ivana Rocha Tissot realizou a exposição “Sons do Mundo”, que busca sensibilizar o participante para questões que dizem respeito à extração, à produção e ao consumo exagerado de produtos e a geração de resíduos que esse processo causa para o nosso planeta. 

A exposição “Percurso poético do rio: terras, cores e nuances” da artista Maria Lucina Busato Bueno e por acadêmicas do curso de Artes Visuais FAC/UPF, conta com painéis confeccionados com tintas naturais.

Funcionamento
De terça a sexta-feira, das 8h30min às 17h.
Sábados e domingos das 14h às 17h.
Local: Portal das Linguagens, ao lado do Centro de Eventos, Campus I da UPF. A entrada é gratuita.


Exposição “Glauco Pinto de Moraes – um artista na ditadura”

O artista Glauco Pinto de Moraes, que em toda sua extensa atuação profissional e pessoal, por meio do acervo contendo obras que remetam a ativa participação em ações políticas e sociais durante o período da ditadura militar, tornando evidente o quão

Exposição pode ser visitada no hall de entrada do auditório da Biblioteca Central

intensa foi sua vida e a produção. Glauco foi de encontro às tendências de anti arte propostas durante a efervescência de proposições da década de 1960 carregadas de conceitos e críticas a sociedade que pouco a pouco se cala diante da censura. 

O passo-fundense que relembrava a paixão de criança e retratava com fidelidade inacreditável as locomotivas, ora por inteiro ora detalhes de engrenagens, encaixando-se, portanto, no hiper-realismo especificamente na chamada turning point – retrocesso às origens, em tradução livre. 

As obras expostas datam de 1969 à 1985 período de vigência do regime Militar em nosso país. Além das serigrafias que trazem as locomotivas integram a exposição pinturas assinadas pelos heterônimos de Glauco, Egon Walter e Antonio Magalhães. Fugindo da estética tradicional das locomotivas, estas obras consistem em retratos onde figuras humanas expressivas apresentam em muitas camadas de tinta, rostos não realistas distantes das imagens quase fotográficas das locomotivas, sua temática recorrente.

Em “Glauco Pinto de Moraes – Um Artista na Ditadura”, o visitante terá a possibilidade de conhecer a obra desse artista local falecido há mais de duas décadas, que fez da arte um instrumento para contestar e mudar a condição política do país, Glauco fez sua parte, não calou, arriscou e contribuiu para a liberdade de criar, de pensar, de ser tão banal e cotidiana para quem não viveu a repressão.  

Valquíria C. Ponciano 
Graduada em Artes Visuais e Pós-Graduada em Artes Visuais: Fotografia, Vídeo e Outras Tecnologias pela FAC/UPF

Local e horário: Hall de entrada do auditório da Biblioteca Central, no Campus I da UPF. De segunda a sexta-feira, das 7h45min às 22h45min e aos sábados, das 8h às 13h. Entrada Franca.