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“O stricto sensu abre portas”

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Reprodução/UPF

Pesquisas apontam que profissionais com mestrado ou doutorado têm maiores oportunidades no mercado de trabalho e com maiores salários

A cada ano, o perfil de profissional no mercado de trabalho se renova. O progresso tecnológico é um dos principais responsáveis por essas transformações. Cada vez mais, o cenário exige profissionais dinâmicos, que tenham liderança, iniciativa, criatividade, pensamento crítico, que saibam trabalhar em grupo, e, além de todas essas habilidades, que almejem qualificação profissional. 

E em tempos de tantas mudanças, conhecimento é poder. Para se ter uma ideia, um levantamento realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), mostra que, quem conclui um curso de pós-graduação tem maiores oportunidades profissionais. Em 2014, quase 75% dos doutores titulados no Brasil estavam empregados — no mesmo período, o índice de empregabilidade de mestres era de 65%.

Além disso, a pesquisa também mostrou que a diferença salarial de mestres e doutores, se comparado ao restante da população, é significativa. Em média, um profissional com doutorado recebe R$ 13.861, enquanto o salário de um profissional sem o título é de, em média, R$ 2.449. “O stricto sensu abre portas. Ainda é uma formação em que a gente desconhece o desemprego”, destacou o vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Passo Fundo (UPF), professor Dr. Antônio Thomé, acrescentando que o profissional que faz um mestrado ou um doutorado se coloca com muito mais facilidade no mercado de trabalho. 

Aproximação entre profissionais
De acordo com Thomé, o stricto sensu, como o próprio nome já diz, resulta em uma pesquisa muito mais específica. É o momento em que, obrigatoriamente, o profissional cresce na esfera do conhecimento e pode, a partir daí, transformar esse conhecimento em um produto daqui 20 ou 30 anos. “O stricto sempre está um passo à frente nas pesquisas”, destacou. Ainda segundo o professor, a principal vantagem de se fazer uma pós-graduação stricto sensu é a aproximação entre profissionais que ela permite. “São dois anos, no caso do mestrado, e quatro, no doutorado, em que as pessoas convivem, discutindo e problematizando questões das suas pesquisas. É muito comum que, depois, quando estão no mercado de trabalho, essas pessoas acabem mantendo esse relacionamento. É muito mais forte, inclusive, do que a graduação”, completou.

UPF lança dois novos doutorados 
A UPF acompanha essas transformações desde a sua criação, há cinco décadas, e está sempre ligada nas novas tendências, oferecendo a melhor qualificação e todo o suporte necessário para o crescimento e o aprimoramento pessoal e profissional para quem deseja cursar uma graduação, uma especialização, um mestrado, um doutorado e até um estágio pós-doutoral.

No final do ano de 2018, a Capes aprovou dois novos doutorados na Instituição: em Bioexperimentação e em Envelhecimento Humano. A publicação dos editais para processo seletivo 2019/2 ocorrerá neste primeiro semestre e o ingresso das primeiras turmas está previsto para agosto. As duas áreas dos respectivos doutorados são promissoras e a aprovação desses novos cursos representa uma conquista para a Universidade e também para a comunidade regional e estadual, ampliando a qualificação dos profissionais desse campo.

Um dos cursos aprovados tem área de concentração em Bioexperimentação em Medicina Veterinária e linhas de pesquisa que envolvem biopatologia, microbiologia e imunologia, além de produção animal. Esse curso faz parte do Programa de Pós-Graduação em Bioexperimentação (PPGBioexp).

Já o doutorado em Envelhecimento Humano tem como área de concentração Envelhecimento humano, saúde e sociedade, com duas linhas de pesquisa: Gerontecnologia e Aspectos biopsicossociais do envelhecimento humano. Esse doutorado faz parte do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano (PPGEH).