Tudo sobre o Senid

Em 2018, o tema do Seminário Nacional de Inclusão Digital é “Cultura Digital na Educação”! Tal temática nasce da constatação de que as práticas criativas da era digital, além de colocar em xeque as instituições da era industrial - como a escola e a universidade - impõem grandes diferenças na natureza dos produtos e processos criativos. Manuel Castells aponta para o fato de que 

La capacidad de esta cultura digital se multiplica de manera astronómica para llegar a los individuos, y las instituciones están muy por detrás y completamente desfasadas. Las universidades ni siquiera se dan cuenta de lo que sucede y, si así fuera, no estarían a la altura para hacer frente a la situación.

Em um mundo onde os indivíduos conquistam a Liberdade Digital de Aprender - tema do Senid 2016, as possibilidades abertas pela cultura digital ampliam as oportunidades de aprendizagem e confrontam o modelo fabril da educação. Tradicionalmente, os processos de aprendizagem têm seus momentos, temáticas e insumos definidos pela escola e pela universidade. Em um mundo de informações digitais em fluxo, cada indivíduo pode criar seus momentos de aprendizagem sobre os temas de seu interesse. A Educação deve assumir o papel de interlocutora crítica e criativa com esses sujeitos que possuem uma percepção ampla do mundo, interesses singulares e relevantes e que não precisam das instituições de ensino como mais uma fonte de informação.

Nesse sentido, as tecnologias digitais e suas diferentes apropriações têm papel fundamental na transformação dos processos educativos formais em um mundo onde a educação deve servir à formação de sujeitos com futuros imprevisíveis e, portanto, mais do que fonte de informações, deve assumir o papel de potencializadora de capacidades cognitivas como a valoração da informação, o pensamento criativo e a resolução de problemas.

A Universidade de Passo Fundo , nesses 14 anos de atividades na área de Inclusão digital, colaborou significativamente para a transformação da sua região de abrangência, tanto no que se refere à produção do conhecimento por meio da abertura de campos de pesquisa quanto na articulação de suas ações junto à comunidade, com as atividades da graduação, da pós-graduação e de projetos de extensão. No âmbito desse vínculo com a comunidade, é possível apontar preliminarmente para o Grupo de Estudo e Pesquisa em Inclusão Digital e para o projeto de extensão Mutirão pela Inclusão Digital.

Os Seminário Nacionais de Inclusão Digital nascem do imbricamento dessas três frentes de ação e produção do conhecimento da Instituição e está estreitamente vinculado ao Grupo de Estudo e Pesquisa em Inclusão Digital [http://gepid.upf.br] do curso de Ciência da Computação. O grupo está organizado em torno de duas linhas de pesquisa, e o evento tem seu aporte nas pesquisas da linha Tecnologias e Metodologias de Inclusão Digital, cujo objetivo é estudar e pesquisar tecnologias, metodologias e ações de inclusão digital que tenham por base as questões estudadas e pesquisadas na linha de pesquisa Estudos da Cibercultura e para a linha Processos Educativos e Linguagem do Mestrado em Educação UPF.

Para o projeto Mutirão pela Inclusão digital, incluir digitalmente é um processo sobretudo de autoria e colaboração, de emissão de significados e sentidos, fazendo da internet um ambiente natural de comunicação, de troca de informações e de construção do conhecimento. Portanto, desvincular Software Livre e sua filosofia de ações de Inclusão Digital representa, além da incoerência teórico-conceitual, uma ação contrária à opção nacional orientada à criação de uma cultura de colaboração, comunicação, exercício da cidadania e democratização do conhecimento.

Assim, a trajetória na instituição na área de inclusão digital e software livre consolidada nas pesquisas realizadas no interior do GEPID e nas ações desses projetos de extensão procurou contribuir para o atendimento das demandas de informática educativa na cidade e na e região, buscando soluções viáveis para isso. Por fim, salienta-se que essa proposta vai além do oferecimento de mais um evento científico, e consolida-se como uma ação completa e profunda de inclusão digital, uma vez que prevê a socialização de experiências de inclusão digital. O Senid 2016 tem sua origem em seis seminários regionais, com uma média de 350 participantes, e em quatro nacionais, que contabilizaram 450, 1424, 2663 e 1500 participantes.

Objetivo geral: Divulgar a produção científica e experiências realizadas em âmbito nacional nas áreas de tecnologias e metodologias de inclusão digital.

Objetivos específicos: 

Criar um espaço privilegiado de discussão de experiências e socialização de conhecimento gerado na área de Inclusão Digital no Brasil. 
Estabelecer parcerias, fomentar ações e contribuir para a socialização do conhecimento gerado e para o aprimoramento de processos de inclusão digital no contexto socioeducacional brasileiro.
Propiciar aos estudantes de graduação e de pós-graduação da Universidade de Passo Fundo o contato com pesquisadores de todo o Brasil.
Fomentar e divulgar a filosofia de software livre como forma de criação de cultura e de rompimento com a dependência.