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Projeto Rio Passo Fundo participa do 3º Encontro de Comunidades Quilombolas

  • Por: Assessoria de Imprensa CBHPF

Compartilhar saberes, lembranças e tradições. Este é o objetivo do Encontro de Comunidades Quilombolas que, organizado pela Cáritas Arquidiocesana, chegou a sua 3ª edição no último sábado, 18. A proposta é, além de celebrar a história de luta que envolve os quilombos da Arvinha e Mormaça – que estão localizados em Sertão -, recordar, também, a Semana da Solidariedade e o Dia da Consciência Negra. O Projeto Rio Passo Fundo – que tem o patrocínio do Programa CAIXA de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro 2017/2018 – acompanhou as atividades e, ainda, ouviu a comunidade a respeito da relação com a água.

Sediado pelo quilombo da Arvinha, o Encontro iniciou ainda pela manhã com apresentações de música e capoeira e, ainda, com a fala das entidades parceiras do encontro. Também, o padre Darci Treviso, pároco de Sertão, refletiu com as comunidades a respeito da Parábola dos Talentos. “Em uma comunidade onde todo mundo se dedica, cada um sabe fazer algo e tem o seu talento. E é isso que Deus nos cobra. Ele não exige de nós aquilo que não sabemos dar. E, para ele, é isso que importa: aquilo que sabemos fazer. Deus não olha a cor do nosso rosto, mas o nosso coração”, ressaltou. 

Apoio
Para Maria de Fátima, da comunidade da Arvinha, bisneta da escrava Cesarina – dona das terras que deram origem ao quilombo – o encontro é importante para rever pessoas e resgatar a história. “É muito bom estar aqui. Nos encontramos e mostramos o nosso trabalho e também as coisas antigas que temos. É um orgulho compartilharmos isso”, comenta a aposentada. 

Parceria
Durante a parte da tarde, a comunidade participou de um bingo solidário e pôde, também, visitar os stands do Projeto TransformAção, Espaço Solidário e Projeto Rio Passo Fundo – que, a pedido da Cáritas, conversou com os moradores a respeito da qualidade da água e proteção das nascentes. Flávia Biondo, uma das coordenadoras do Projeto Rio Passo Fundo ressalta que a proposta é oportunizar a participação de toda a sociedade. “Temos uma responsabilidade de integrar os grupos distanciados dos centros de conhecimento. Dar voz a um grupo Quilombola, apresentando sua história e suas necessidades, em especial relacionado à água, na própria Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo, é mais uma força que a comunidade recebe em suas lutas”, completa.