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UPF e CEEE firmam parceria para fomento de inovação e pesquisa

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Jéssica França

A Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do Programa de Pós-Graduação em Projeto e Processos de Fabricação (PPGPPF), firmou parceria com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). A formalização do convênio para o desenvolvimento de pesquisa ocorreu na tarde desta quinta-feira, 31 de agosto. O documento foi entregue pelo diretor de Planejamento e Projetos Especiais da CEEE, César Luís Baumgratz, ao reitor da UPF, José Carlos Carles de Souza. Participaram do encontro o vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Leonardo José Gil Barcellos; o coordenador do UPF Parque, professor Charles Israel; o chefe do Departamento de Estudos e Desenvolvimento Tecnológico da CEEE, Cristian Hans Correa; o chefe da Divisão de Projetos Especiais da CEEE, Ernani Paluszkiewicz, além de demais representantes da Companhia. 

O convênio é resultado de um projeto de pesquisa desenvolvido no PPGPPF por meio de uma patente de invenção compartilhada entre a Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF) e a CEEE. De acordo com Israel, o projeto é desenvolvido pela UPF, mas financiado pela CEEE. “O projeto começou há três anos, por meio do trabalho do aluno Luciano Favretto da Rocha, que, durante a produção de sua dissertação de mestrado, desenvolveu uma patente. Essa foi a primeira patente compartilhada entre a Universidade e uma empresa em um trabalho que propiciou a resolução de um problema desse vulto no setor elétrico. Esse recurso que está sendo disponibilizado pela CEEE é para transformar essa patente em protótipo, para serem instalados em campo e serem testados”, explicou.

Com o título do trabalho "Desenvolvimento e aplicação de controladores de chaves seccionadoras de alta tensão”, o engenheiro Luciano Favretto da Rocha, que trabalha há 15 anos na CEEE e era aluno do PPGPPF, teve a ideia de criar uma solução inovadora para o setor de energia elétrica. “Desde do início das minhas atividades na CEEE, tivemos problemas com o fechamento correto da chave seccionadora, pois ela é similar ao interruptor de luz, só que possui cerca de 230 mil voltz, então, precisa ter muito cuidado. A tensão é muito alta, tudo precisa ser isolado. Então, em uma aula de vibrações, entendi que poderia fazer vibrar essa conexão para ela fazer uma acomodação e por meio de processos, conseguindo automatizar um seccionador”, explicou.

Segurança

De acordo com Rocha, o projeto melhora a segurança e também pode reduzir custos, já que, atualmente, nas subestações de energia elétrica, quando é necessário a manobra de abrir e fechar a chave, se faz necessário deslocar um funcionário, o que, com o dispositivo, tal procedimento não precisará ser realizado dessa forma. 

Com os recursos da CEEE, bolsas de estudos de graduação e mestrado serão geradas para desenvolvimento do protótipo do projeto. “Para nós da CEEE, o trabalho de pesquisa e desenvolvimento com uma universidade vai além de uma obrigação regulatória do sistema elétrico. As companhias de distribuição de energia elétrica se valem das universidades e de pesquisadores para melhorar o sistema elétrico no Brasil, então, essa possibilidade que a UPF está nos dando é importante no sentido de termos uma energia mais segura, eficiente e econômica, por ouro lado, a Universidade vai ganhar também com conhecimento, bolsas e melhoria de custeio na sua estrutura”, destacou o diretor Baumgratz.